domingo, 5 de abril de 2020

Mecha: O genero por sua definição



Olá a todos, esses dias estava jogando Iron Blood um clássico game de MSDOS inspirado por títulos de generos de mecha, porem uma coisa me chamou a atenção. O tamanho do mecha é muito menor, não sendo um robo gigante, porem o visual lembra muito dos mechas e isso me fez lembrar que eu vi outras obras sendo anime e games que são considerados mechas, mas a altura é relativamente baixo. Então fui questionar com pessoas que entendem do assunto e me responderam que muita gente confunde mecha com "Giant Robot" que é um sub-gênero do mecha, embora tenha ficado mais popular com esse sub-gênero, na realidade o genero mecha engloba muito mais que isso, pois até mesmo Astroboy e Mega Man são considerados mecha.


O gênero Mecha na realidade é uma abreviação de "Mechanical" do inglês de mecânico, onde os robos são o foco da obra, sendo controlado ou não por humanos, variando desde um cyborg até mesmo exoesqueleto, para te deixar mais confuso qualquer robo ou equipamento mecânico, incluindo itens como helicópteros e veículos militares podem ser considerados mechas.

"Tá me dizendo que até mesmo Top Gun é considerado mecha?"

Basicamente é isso!

Para te ajudar melhor, vamos entender os sub-gêneros de mecha, somente os que encontrei:

Giant Robot


É o gênero de mecha mais conhecido, neste gênero o foco é a altura dos robôs por serem enormes, não importa a função e é ai que temos Gundam, Macross, Transformers e Evangelion.

Mini-Mecha


São os robos que podem ser controlados ou não, porem que são menores demais para serem considerados "giant robot" ou robo gigante, sendo as vezes da altura de uma casa ou carro. Um exemplo é Revisions, cujo o mecha é bem menor, o classico VOTOMS, Exo Squad, Mechwarrior e até mesmo a Hulk Buster de Os Vingadores.

Real Robot



São os os veículos e equipamentos mecânicos como mencionei acima que são helicópteros, tanques, motos, navios, aviões e aviões-caça, pois são feitos de peças mecânicas e controlados por humanos.

Power Armor 



São as armaduras mecânicas ou exoesqueleto energizado, onde a pessoa ou animal veste a armadura para aumentar a força, velocidade e resistência. Sendo em uso de combate ou na vida real carregar cargas muito pesadas ou atividades em área de risco, o maior exemplo é o Homem de Ferro, como também as Power Armor de Fallout, as armaduras de B'Tx, Bubblegum Crisis e Mospeada.

robos, androides e cyborgs



São robôs que tem a mesma altura de uma pessoa normal, algumas com inteligencia artificial outras são robôs com partes orgânicas e cibernéticas, geralmente pessoas que foram convertidas em robos, através de transplante de cérebro, mas por serem movidas e terem partes mecânicos, também podem ser considerados mechas. Como exemplo Major Motoko em Ghost in the Shell, Mega Man, Astroboy e o Cyborg da DC Comics.

Existem outros sub-gêneros que podem ser considerados como mecha porem algumas podem encaixar nesses subgêneros citados e outros vocês podem mencionar nos comentários, pois ai quem sabe faço uma parte 2 no meu blog.



segunda-feira, 16 de março de 2020

RPG de turno X Jogos de tiro em primeira pessoa



Olá a todos, desde pequeno sempre fui fã de jogos de tiro em primeira ou FPS (First person shooter), depois que conheci o game Doom, quando foi instalado em um recêm computador que meu pai tinha comprado e com ele conheci outros Hexen, Duke Nukem 3D e Quake. Um tempo passou e passei a me interessar pelos desenhos japoneses, quando fui me interagir com o grupo que gostava dessas coisas, notei que a maioria se interessavam muito e falavam muito sobre os jogos de RPG japoneses, muitos tinham ilustrações de Final Fantasy VII, principalmente pela Tifa (quando não se falava de Final Fantasy, falava de Resident Evil). Eu indiquei para esse pessoal games que jogava muito que eram os citados, muitos se desinteressou, já teve uns que já conhecia e diziam não gostar. Mas ao mesmo tempo me indicavam a jogar Final Fantasy, quando passei a jogar, tive a surpresa, não me interessou, não por eles não gostarem do que eu gosto, mas sim que eu achava monótono e chato e fiquei mais surpreso ainda que eles não gostaram pelo mesmo motivo, só que de outro ponto de vista. No meu caso foi as batalhas aleatorias que me irritavam depois de um tempo, os sistemas de combate que eram monotonas e quando estava querendo salvar o jogo quando esgotou toda o poção, tinha vezes que o inimigo não deixava escapar e outra coisa é que tinha muito jogo de RPG que me indicavam e tava querendo terminar logo para jogar outro jogo e quando estava achando que já estava zerando o game, descobri que não avancei nem mesmo um terço de todo o game, pois ele era muito longo. Já as reclamações do pessoal que jogou FPS foram que tais games eram muito dinâmicos, não exigiam estrategia, mas sim vai lá e atira e cabou, não sabiam o que deveria fazer, ficavam muito perdido durante o game inteiro e pior eram curto demais.


A verdade é que cada um cresceu e está acostumado a jogar de maneira diferente, eu tive o privilegio de ter um computador, enquanto outros passaram um bom tempo com um super nintendo e posteriormente um Playstation 1 (ainda mais com games custando 5 reais), pessoas que curtem Doom gosta de um estilo mais escapista e imersivo, enquanto os que preferem um RPG de turno gosta de usar a cabeça, sendo que um não é melhor que o outro, apenas estilos diferentes.


O genero RPG, para quem não teve contato ou está acostumado a jogar um Doom da vida, tem como foco a estrategia, cada batalha, você precisa usar a cabeça de que forma você deve atacar o inimigo, já fiquei utilizando magia para derrubar todos os inimigos, só pra acabar mais rápido a luta, mas o jogo não funciona assim, fora que o jogo te pune depois se ficar só usando um tipo de poder, só pra acabar o jogo rápido e não fica explorando os calabouços, atrás de itens, fazer quests, não ficar farmando de vez em quando para subir o nível do personagem, não usar os itens de maneira correta, com o tempo o jogo não vai te dar mais recursos para continuar a prosseguir e vai ser forçado a voltar tudo desde o inicio e sim, isso já aconteceu comigo! Detalhe não pode jogar o game, já visando terminar para jogar outro game, pois uma das vantagens de um RPG de turno é a longetividade, pois ela leva normalmente 40 horas para ser finalizado, quando a pessoa termina, já vai ter juntado dinheiro para comprar outro titulo do genero JRPG. Caso tenha acumulado varios jogos de RPG e não sabe qual começar, recomendo que jogue 30 minutos cada um e verifique qual mais te agrada e comece por esse, não jogue pela historia do jogo ou pelo visual do personagens, mas sim que o jogo seja divertido e facil de jogar, já cometi esse erro jogando Magna Carta e outra recomendação caso não entenda em inglês ou japonês, jogue as versões traduzidas e verifique se tem patch de tradução, pois nesses games as conversas são fundamentais, para entender o que você precisa fazer, caso contrario ficará perdido, fará as missões de forma incorreta e não conseguirá prosseguir no game. Alias os JRPGs são uma boa opção para quem quer começar a entrar no mundo dos games.


O gênero FPS por sua vez, foi feito para ser um simulador, para você ter a mesma experiencia de estar em um campo de guerra, assim como o soldado está vivenciando aquilo. O foco está nos botões do controle, só apertar e atirar. Não requer estrategia, mas sim ter movimentos ágeis e tem objetivos mais simplistas, como obter a chave e abrir a porta, os mais recentes tem como objetivo apenas eliminar o numero máximo de inimigos presentes na tela, existem os FPS mais robustos como Hexen que tem como foco resolver enigmas. Por ser muito simplista, o gênero busca mais a diversão em si do jogador, não que o gênero RPG possa divertir também o jogador, tem pessoas que se divertem também com ele. A desvantagem dele, conforme mencionei é que geralmente costuma ser mais curto, em um modo mais fácil acaba finalizando entre 7 a 10 horas, porem há modos mais difíceis para aumentar o tempo do game, além disso a experiencia de jogar o game desse gênero, muitas vezes garante momentos de replay, onde pode jogar novamente o game, sem se importar que já passou dessa parte e já manjou de tudo que deve fazer, deixando o jogo mais viciante. Apesar de ser um gênero simples, os comandos porem por exigirem movimentos mais ágeis requer um jogador com um pouco mais de experiencia.


Nessas discussões sobre os dois gêneros, um detalhe curioso é que jogadores de RPG de turno, aprecia também jogos do gênero estrategia como Command & Conquer, Warcraft, Warhammer 40K e entre outros, os de Point & Click (jogos onde você interage com o mouse) e os de telltale ou visual novel (jogos onde você só tem a opção de escolher um dialogo que muitas vezes pode interferir no final do game) e o que esses generos tem em comum é que ambos tem a mesma proposta, você deve pensar e muito para prosseguir e vencer o game, no máximo curte um survival horror. Já os fãs de FPS, até curtem TPS (Tiro em terceira pessoa) jogos de luta como Mortal Kombat e action RPG como Zelda, porem os mesmos até curtem jogos de TRPG (Tactical role-playing game) que são o genero de RPG que foca mais em tatica como um xadrez, onde você deve mover seu personagem em um determinado espaço do cenário, com o objetivo de aproximar contra o inimigo proximo e acertar ele com um golpe selecionável e apresentam animações fantásticas demonstrando o poder. Entretanto existem exceções, já vi pessoas abraçando os dois gêneros, sem desgostar de um ou outro.



Se é possível abraçar os dois generos, como posso fazer pra gostar de um ou outro?

Primeiramente entenda a proposta do jogo, não vá jogar um gênero RPG achando que é um FPS, ou vice e versa, cada gênero são diferentes um do outro e foi feito para um publico em especifico, porem tem gêneros que criam jogos visando agradar outro publico (e inclusive falham miseravelmente), lembre que eu falei acima. RPG de turno foi feito para usar a cabeça, FPS imersividade e entretenimento.

Segundo saiba como deve se jogar cada jogo, como falei sobre o genero RPG de turno dei dicas importantes de como jogar cada genero.

Terceiro procure indicações para jogar inicialmente. Chrono Trigger é um ponta pé inicial perfeito para quem for iniciar esse gênero, agora Hexen é uma boa recomendação para um amante de RPG ir para o FPS, pois ele não foca apenas em ficar avançando de fase, mas sim resolver enigmas espalhadas em varias fases.


Finalizando esse tipo de post, queria muito expressar aqui, pois é um genero que até queria experimentar, mas nunca conseguia, pois não sabia como jogar ou jogava muito mal e queria quando puder ler saber como realmente devo jogar, não só pra mim, mas para todas as pessoas que queiram se aventurar para um genero, procure saber como cada um deles funciona antes de experimentar.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Entendendo por leigos: Problematização


Olá a todos, recentemente tivemos uma polemica em relação ao mangá Boku no hero academia, não quis comentar muito a respeito, pois não acompanho o mangá, nem o anime e ficar comentando a respeito, ficaria muito parcial, mas que a coisa foi tão feia que a China suspendeu temporariamente o mangá e o anime e o autor se pronunciou pedindo desculpas, coisa muito rara, pois é muito dificil ver pessoas da industria de mangás e animes comentando a respeito. Caso deseja saber mais detalhes sobre isso, peço que veja aqui e aqui. Por mais que o criador justifique o caso, muitos questionam o verdadeiro motivo da polemica, eu não quero ser o juiz, quem decide se deseja continuar a ler ou não é você que está lendo o texto.



Sem querer acabei de fazer uma problematização sobre o caso, mesmo sem expressar minha opinião. No ultimo trecho, já expressei minha opinião sobre problematização aqui. Porem infelizmente problematização é uma coisa muito complexo, muitos confundem com censura, apesar de que ao conversar com pessoas que fazem problematizações são contra a censura. Eu posso ter descoberto o que é problematização de verdade e posso tentar esclarecer.

Antes de tudo saiba que problematização na verdade é um exercício de critica, antes de tentarmos explicar sobre, você precisa entender sobre critica.


Uma critica é basicamente contar a sua experiencia de assistir um filme ou ler um livro, é igual a um amigo indicando algo que ele viu e gostou, acreditando que você vai gostar também. Um critico é completamente imparcial, não devendo expressar ou elogiar algo do seu gosto, isso é uma coisa particular somente dele, pois está falando com o publico, ele não vai recomendar um filme de romance, para uma pessoa que só gosta de filme de ação é ilógico, porem mesmo que a pessoa goste de ação e vai recomendar um filme de ação para ele, um critico não pode ignorar os defeitos do filme, pois até mesmo que goste, vai decepcionar, mas se a pessoa gosta muito da franquia, a ponto de ser fã de carteirinha, ela não precisa da critica, pois vai assistir ignorando os defeitos do filme, por mais que o filme seja ruim. A pessoa só pode ler uma critica em caso quando três filmes estreiam no cinema, porem a pessoa só tem dinheiro para ver um filme. É nessas horas que ela vai procurar uma critica, essa pessoa quer uma recomendação.


E não é só com o publico que o critico está dialogando, muitas vezes está falando com a produção do filme, quando um detalhe não está muito bom, ele orienta no que pode melhorar, as vezes citando exemplos de filmes bons que corrigiram em detalhes que prejudicaram o filme, para que a produção pode melhorar na proxima vez. É por isso que muitos até questionam quando o critico fala de coisas muito técnicas como a fotografia do filme, ele fala isso se referindo as chances que o filme tem de levar um oscar, pois a premiação é um tipo de status e ajuda a pessoa a receber novas propostas de trabalhos em novos filmes.


Agora que você entendeu sobre critica, vamos agora entender sobre problematização.

Primeiramente você deve entender que quem faz problematização, são os criticos. Uma problematização é um aviso sobre o conteúdo que pode chocar ou ofender alguém. Se você não se sente ofendido ou já está acostumado com isso é ai que voltamos na questão de indicar um romance para uma pessoa que gosta de ação, tem pessoas que assiste Goblin Slayer e não enxerga problema nenhum, porem tem pessoas que vão se sentir incomodadas ao assistir o anime, principalmente quem nunca viu um anime na vida, pois a pessoa pode até ter uma recepção inicial ruim dos animes e isso não é bom, pois ela nunca mais vai querer assistir outros que tem mais qualidade e de melhor aceitação, pois vai associar os animes com Goblin Slayer generalizando todos os outros animes, afinal se tem traço de olhos grandes e cabelo espetado, provavelmente vai ter ecchi também.



Quando uma pessoa faz uma problematização, ela está dizendo as chances que o anime pode ter de sofrer um drop (quando uma pessoa deixa de assistir ou acompanhar) por causa do conteúdo e nas piores situações sofrer censura em algum país, da mesma forma que quase aconteceu com Boku no hero academia, muita gente que problematiza não querem que isso aconteça, quanto menos os mangás e animes utilizarem algum conteúdo controverso, menos os críticos farão problematizações, mas também não quer dizer que qualquer obra está livre de sofrer uma problematização, infelizmente qualquer midia em geral pode ter interpretações diferente para os criticos, um autor pode falar A e o critico entender B, um caso foi com Viagem a Lua de Tintim, onde o personagem Dalton se sacrifica para salvar todos os tripulantes do foguete, porem teve pessoas que entenderam que Dalton havia se suicidado. Qualquer pessoa pode explorar um tema delicado, porem deve tomar cuidado com o que vai inserir, da mesma forma como lembro da palestra do Kenji Oiwa diz ser contra censura, mas se vai colocar lolicon e shotacon com ecchi fica dificil defender, mesmo que a ideia tenha partido do editor e não do autor, só pra faturar mais, a critica deve sair de peso contra o editor, pois isso pode prejudicar não só essa, mas também muitas outras obras de mangás e animes, só lembrando que sou contra censura também, porem muitos autores não devem se acovardar, cada autor tem liberdade de se expressar, senão viveremos em uma caixa, sem criatividade. Existe problematizações que discordo completamente como o caso Rising of the Shield Hero e Dr. Stone, você também é livre para não concordar com as opiniões ditas em uma critica e problematização, mas neste caso explique e argumente de forma educada por que não concorda, assim conforme informei no outro texto, caso o critico responda de forma grossa ou ignore sua opinião, sem responder com edução que não concorde. Não acompanhe mais suas criticas.



Para finalizar recomendo que leia esse texto sobre questionar uma obra que dá um ótimo complemento no meu texto. Bom problematização é uma coisa muito complexa, eu mesmo posso até estar falando só abobrinha no texto acima, mas eu tentei, caso não seja isso, comente nos comentários o que é problematização de maneira clara e objetiva.

Atualização: Pedi para o Jean "Kei" Badji do site Quadro X Quadro que entende melhor sobre esse assunto, para fazer uma analise do meu post, para verificar se meu texto está correto e se realmente é uma problematização? Ele me disse que não concorda 100%, uma delas é que um critico não precisa ser imparcial, pois a imparcialidade total não existe, mas sim transparência. Problematização de fato sim é um exercício de critica, quando uma pessoa problematiza, ela aponta um problema ou uma coisa controversa (Algo que pode chocar o leitor ou expectador de forma negativa) que enxergou em uma obra e quer discutir sobre ela, sobre o motivo do autor quis colocar algo controverso em um mangá ou anime (filmes, games e mídia geral entra nisso, como falei, nenhuma obra escapa de ser problematizado) e a razão disso ser tão controverso? O objetivo de um problematização é fazer o publico se refletir sobre esse assunto e de forma alguma desejar censura dela.

Como disse acima, problematização é muito complexo, nem o google, nem mesmo o dicionario ajuda muito, eu mesmo tive duvidas sobre meu texto, mas meu objetivo é esclarecer as coisas e me sinto com o dever comprido.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Jogos que mereciam uma versão para celulares




Olá a todos, a um tempo atrás eu tinha um Nintendo DS, que usava para jogar, enquanto estiver no trabalho ou viajando, porem de um tempo pra cá, cada vez menos usava, pois os motivos eram que jogar um video game portatil no ônibus, no meio da rua ou em algum outro canto é que não é a mesma coisa que jogar em casa e também jogar um video game portatil nestes lugares é muito sucetivel a furtos, video games como PSP e Nintendo DS servem mais para jogar quando for viajar para outro estado ou cidade, até mesmo em caso de apagão. Por outro lado descobri que algumas produtoras estão testando alguns jogos como port para celular, para ultilizar da melhor forma possivel a função touchscreen e fiquei surpreso com o que foi feito. Megaman para android por exemplo, ele reduz o frame-rate e a função touch responde os comandos de forma rapida e precisa, tudo para adaptar da melhor forma possivel para celulares e outro que fiquei surpreso foi Final Fantasy, por serem batalhas de turno, a experiencia fica muito melhor e muito mais interessante, já até fiquei viciado em Final Fantasy IV para Android. Por isso andei pensando que mais jogos seriam bons para se adaptar como port para celular, para ultilizar a função touchscreen da melhor forma possivel nos jogos. Aqui vai as minhas sugestões:


Wolfenstein 3D



A Bethesda conseguiu portar o classico Doom para celulares, ultilizando a jogabilidade da seguinte forma. Na lateral direito você usa os movimentos, no centro você abre as portas e na lateral esquerdo, você atira. A jogabilidade é um pouco discutivel, tem gente que gostou e tem gente que odiou. De fato atrapalha um pouco, mas não prejudica a diversão e você pode zerar o game sem problemas. Um game que podia usar esse recurso sem problemas é Wolfenstein 3D, o game se ambienta em um corredor com varios labirintos, usar o mesmo recurso de Doom, pode deixar a jogabilidade bem mais fluida do que em Doom.

The Legend of Zelda: Phantom Hourglass e The Legend of Zelda: Spirit Tracks



Esses dois games da franquia Zelda para nintendo DS, você ultilizava a caneta inclusva do video game portatil para movimentar o Link, caso não tinha, teria que usar o dedo. Caso for portar esses dois games para Android, usando o mesmo recurso, desta vez como função touchscreen para movimentar o link.

Contra




Classico do nintendinho que embora tenha versão, mas é emulavel e não é oficial é Contra, porem para que o game receba um port digno e quem sabe lançe as outras versões da franquia é que podia ter um tiro automático, da mesma forma como foi o port do game Raiden Legacy, apenas com botão de movimento de maneira invisivel, não poluindo o game e assim o jogador não fique se atrapalhando todo enquanto joga.

Castlevania



Já que indiquei Contra e temos Megaman recebendo um port digno para android, por que não seu concorrente não deva receber? Castlevania podia inicialmente lançar as versões para nintendinho com os botões na laterais, com um wallpaper ilustrado, para não poluir, um framerate reduzido, para que o jogador raciocine melhor o pulo. Opções de save game após concluir a fase. Se a estrategia der certo, podiam lançar outros games como Super Castlevania IV, Castlevania Bloodlines e até mesmo Castlevania Rondo of Blood.

Front Mission



Um genero que combina super bem com aparelhos celulares android são os RPG Taticos e uma franquia que podia receber um port seria Front Mission, um classico do Super Nintendo, pois a função touchscreen é bem vinda para games como esse.

Fire Emblem




Tá certo que tivemos Fire Emblem Heroes para Android, mas infelizmente este só é possivel jogar on-line, agora para quem quiser jogar off-line com a compra do software para ficar em sua conta seria os games da franquia Fire Emblem, recomendo a nintendo lançar todas as versões da franquia para Android, assim podendo se divertir em qualquer lugar.

Descent




Um game que pode adaptar e explorar melhor a função touchscreen é FPS de nave Descent, com o toque, você pode movimentar a nave, contendo apenas um botão para acelerar, um para atirar e outro para atirar o missil.

Pokemon Fire Red & Pokemon Leaf Green



Assim como comentei que os J-RPG de turno são muito bem jogaveis para celulares android, os jogos da franquia pokemon podiam ganhar ports para celulares, as opções poderiam ser bem melhor usados para as funções touchscreen.

Mario Kart 64



Se já tivemos Zelda, Fire Emblem e Pokemon na lista, nada mais justo que Mario ter uma versão oficial e off-line, da seríe Mario Kart podendo ser a melhor versão de Nintendo 64, com aceleração automatica, apenas dois botões um para dar aceleração maxíma e outro para atirar as armas que você recebe.

Phantasmagoria 


Outro genero que combina bem com a função touchscreen para celulares é o genero point & click, onde você clica com o mouse em um ponto, onde o personagem vai sozinho e nada mais justo que um classico do pont & click ter uma versão para android Phantasmagoria 1 e 2 mereciam uma versão para android.

Criatura Crunch



Já que falamos de point & click, quem lembra do super games folha, onde a cada semana, a cada compra de um jornal, ganhava um jogo para computador. Se você foi um dos felizardos que colecionava, se lembra do Criaturas Crunch, ter uma versão para Android seria top demais.

Megaman X Command Mission



Se tivemos Megaman para android e como falei RPGs para celulares combinam super bem, por que não fazer um port da versão JRPG do Megaman X para android?

Rockman Battle & Chase


Se indiquei Mario Kart, O game de corrida para android do Megaman, com as mesmas funções, seria interessante de jogar.

Breath of Fire



Pra finalizar, um JRPG que está faltando é sem duvida Breath of Fire, eu sei que BoF6 tem para celulares, porem a Capcom podia lançar os 5 games da franquia para android, aproveitando da função touchscreen para acionar os menus.

E na sua opinião que jogos deveriam receber um port para celulares androids?​

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Analise (ou recomendação): Dragon Quest: Your Story



Olá a todos, dia 13 de Fevereiro chegava aos cinemas o live-action do Sonic, entretanto também chegava as plataformas streamings da Netflix outra produção, desta vez em animação, baseado em um game de maior sucesso Dragon Quest: Your Story, os fãs de video game e os otakus podiam conferir os dois para ver se quem sabe, pode virar a ser um novo fã da franquia de jogos, mas será que Dragon Quest é tão bom, quanto Sonic?


O longa é baseado no game Dragon Quest V que saiu para Super Nintendo, Nintendo DS, playstation 2 e até mesmo para celulares Android e iOS, dizem ser um dos melhores, infelizmente não me aprofundei muito nessa franquia, porem farei uma analise do longa e farei o possivel, para deixar o menos imparcial para não mexer muito na franquia, mas sim se ele vale a pena ser visto e se pode ser uma porta de entrada para quem for se aventurar nos games.



Na historia, somos apresentados Luca que teve sua mãe raptada por Ladja, seu pai Pankraz decide acompanhar seu filho e o principe Harry em uma jornada, para salvar sua esposa Madalena, porem falha e acaba morrendo. Luca e Harry então são feito de escravos, porem fogem e Luca decide fazer o que Pankraz não conseguiu, salvar sua mãe Madalena.


O anime tem um visual muito bonito e é um dos maiores destaques na obra e a trilha sonora é maravilhosa, temos varias referencias ao game, como a introdução faz uma homenagem ao jogo de 16 bits. A cena do triangulo amoroso entre Luca, Bianca e Nera é uma das melhores, a cena do confronto entre Luca e Bjørn é épica e sensacional, além disso no meio do longa somos presentiados pelos um dos momentos mais memoraveis de Dragon Quest V e presente neste movie, sem falar do plot twist final.



Dragon Quest: Your Story é uma obra simplista, mas rende momentos muito épicos, recomendo muito para quem quer começar a se interessar a se aventurar pela franquia Dragon Quest ou mesmo para quem quer uma obra mais descontraida, alias após assistir, veja também o anime baseado na franquia, que fez muito sucesso no Brasil Fly - O Pequeno Guerreiro e que vai ganhar remake.​



Caso tenha visto o anime e queira acompanhar o game Dragon Quest V, tem o jogo para Android.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Analise (ou recomendação): Sonic: O filme



Olá a todos, este final de semana, fui visitar minha namorada e aproveitei que estreou o longa metragem baseado na franquia de games Sonic The Hedgehog para assistir, filme que a um tempo atrás gerou muita controversa devido ao visual nada fiel e ainda feio comparado com o Sonic que estamos acostumados a ver, a galera reclamou e a produção ouviu, mas mesmo com o visual corrigido e bastante fidelizado com o Sonic salvaria o todo o complemento do filme?

Sonic já houve varias adaptações, para quadrinhos e desenhos, algumas muito boas, outras nem tanto, alias quem foi a pessoa que teve a ideia de jericó, de colocar Sonic em uma banda de rock em Sonic Underground? Eu mesmo estava muito cetíco com o filme, mesmo com o visual corrigido, pois sería apenas um cosplay em meio a um roteiro sem nexo com o personagem de tal forma como foi Sonic Underground, agindo de tal forma como Sonic de verdade não agiria.

Pois bem, o filme faz uma verdadeira lição de casa de como adaptar um video game para as telonas.


Na historia, Sonic pertence a um mundo chamado Mobius, com um visual similiar a Green Hill Zone e sendo criado por uma Coruja, após ser atacado por uma tribo que estão a captura do Sonic, a Coruja pede para o Ouriço fugir para outro mundo, utilizando dos aneis que tem o poder de teletransporte, antes de morrer a Coruja pede para Sonic que não seja visto por ninguém, caso contrario teria de ir para outro mundo. O tempo passou e Sonic já mais adulto agora está em nosso mundo, passando a gostar dele, porem está cansado de viver sozinho, as escondidas, mesmo sabendo dos riscos de ser descoberto, um dia ele sem querer causa um apagão na cidade de Green Hills, Montana. O que causa estranhesa e preocupação do governo. Para investigar sobre o incidente, eles enviam um cientista questionavel, porem necessário em casos como esse Dr. Ivo "Eggman" Robotinik, interpretado por Jim Carrey, enquanto isso Sonic se despede do mundo e diz que vai ser forçado a viver em um mundo de cogumelos (fazendo referencia ao Super Mario) a qual diz que é sem graça, porem mais uma vez sem querer, querendo acaba sendo descoberto por um policial local Tom Wachowski (interpretado por James Mardsen) e isso o faz perder os aneis e Sonic precisa encontrar as argolas, para se teletransportar ao mundo dos cogumelos, infelizmente Dr. Robotnik descobre também a existencia do Sonic e passa a perseguir acreditando que seja uma ameaça, já que ele foi responsavel pelo apagão da cidade.


O filme embora não seja 100% fiel com os games, por incrivel que pareça funciona essa nova empreitada, vemos Sonic se teletransportando ao mundo real e se relacionando com as pessoas, a cena do bar é uma das melhores, por mais que seja clichê, combina com uma ambientação como Sonic, Jim Carrey como Robotnik rouba a cena e se destaca, agradando até os fãs mais exigentes do ouriço, Mardsen também se destaca como uma boa quimica entre ele e o Sonic, gosto muito quando ele brinca com seu lanche, chamando de Sargento Rosquinha. O filme pode ser considerado não como uma adaptação, mas sim uma releitura da franquia Sonic.



O que isso não significa que não tenhamos referencias e easter eggs do Sonic, eles estão lá, alias destaque para um caçador do demonio azul chamado de Carl, o louco, que acredita que o ouriço exista e ninguém acredita nele, ele mostra um desenho do "Sanic" que é um meme da internet que caiu nas graças do povo e outra no final do filme toca a trilha sonora da Green Hill Zone.

Sonic: O Filme dá um grande passo e nos ensina a como adaptar os video games, não precisa ser tão fiel assim com a obra original, mas sim ser divertido, o mais gostoso de ver esse filme é que ao contrario de muitas produções, onde você só assiste uma única vez, este você pode assistir quantas vezes, você quiser e filme assim pra mim, trás muitos mais meritos. Desejo muito que o filme vá bem nas bilheterias para que tenhamos uma sequencia deste filme e assim poderia explorar em Sonic 2, as esmeraldas do caos e o Super Sonic.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Será que os Webtoons vai ameaçar os mangás?



Olá a todos, depois de um descanço, cá eu estou de volta para comentar assuntos do universo animagático. Recentemente eu reparei uma nova midia que está ganhando força e pode acabar com o reinado dos mangás, as webtoons.

Primeiramente o que é webtoons? São os quadrinhos coreanos ou melhor manhwa, durante um tempo tiveram visibilidade com a moda do game Ragnarok, veio também o manhwa baseado no game e alguns outros titulos no Brasil. Com o passar do tempo surgiram muitas tendencias como os celulares e as midias digitais, os autores e editores conseguiram evoluir a maneira de ler os quadrinhos, unindo do util ao agradavel. Ao invés de ler na vertical como 99% dos quadrinhos, você lê na horizontal, feito especificamente para funcionar no celular, deixando a leitura mais fluida, sem gastar tempo como geralmente é a leitura de quadrinhos para celular, em alguns casos é necessário dar zoom e precisa clicar, para avançar na pagina ou seja não precisa de muito esforço para ler uma webtoon.



Por se tratar de manhwa, as webtoons, muitas das obras utiliza o traço de mangá japones e neste caso pode atrair e muito a atenção dos otakus que curte obras com visuais japoneses e assim se sentindo em casa e por ser produzidos em outro territorio, possuem influencias e culturas diferente e os mesmos pode aproveitar para fazer historias que geralmente um mangá japonês não faria e explorar muitas coisas que as obras japoneses não explorou ou jamais exploraria. Até mesmo atraindo a atenção de pessoas que até desistiram dos mangás devido a falta de originalidade e casos controversos.

Outra vantagem é a acessibilidade por ser uma midia feito pra celular, para ler de forma oficial, basta apenas fazer o download na play store, você pode até ler alguns capitulos gratuitamente e se gostar e quiser ler mais, você paga uma mensalidade que varia de acordo com o plano que deseja fazer.



Dito tudo isso, será que realmente vai ameaçar os mangás? Muitas vezes quando surge uma nova tendencia, existe uma visão apocaliptica da midia que era usado, tem casos que confirmaram e outros não. Tem o caso das maquinas de escrever que foram substituídas pelos computadores, das Fitas VHS que foram substituidos pelos DVDs. Há muito tempo acreditavam que a Televisão iria substituir o cinema e o radio, porem não acabou e cada um segue um caminho próprio. Recentemente houve uma discussão sobre o mercado digital de games como a steam que está forte e ganhando espaço, devido o custo-beneficio, porem ainda tem pessoas que preferem adquirir jogos em midia fisica. No caso dos mangás e webtoons acredito que não vão acabar com mercado dos mangás, será o mesmo exemplo conforme mencionado acima, ambos vão seguir seus proprios caminhos, com influencias e culturas diferentes, no maxímo que pode acontecer possivelmente é as webtoons ganharem mais espaço no mercado e talvez vender bem mais que os mangás, porem não a ponto de acabar, ainda será sustentado com suas proprias pernas e ainda terão pessoas que vão querer consumir seus mangás. Já houve um tempo também que os mangás conseguiram vender mais que os quadrinhos, mas não que isso fez com que acabasse com eles. Sempre haverá pessoas que vai se interessar e ainda vão se interessar por mangás e animes, não importa o tempo que passe.

Finalizando quando os animes estouraram nos anos 90 e 2000 falaram que o anime iria ameaçar os desenhos animados e hoje eles co-existem, cada um seguindo seu caminho.