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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Animes de gore e violencia podem ser censurados?


Observação: Esse topico será constantemente atualizado, para acrescentar informação e ter uma compreensão melhor sobre o artigo.

Olá a todos, há dois anos atrás fiz um post sobre a onda crescente de problematizar mangás e animes e muitos se preocupam com uma possibilidade de censura, no Brasil, as chances são minimas devido a nossa constituição que permite que mangás e animes sejam transmitidos sem censura. Porem fica uma questão ainda mais complicada "E lá no Japão?", se um asteroide não bater na Terra, mas chocar no Sol, pode apresentar uma ameaça ainda maior, pois existe até grupos fora do Japão querendo regulamentar o conteúdo de mangás e animes dentro do território japonês.



A preocupação dos otakus não é relacionado ao ecchi, mas sim dela acabar se espalhando e afetar mangás e animes de outros gêneros como gore e violência que é outra coisa que muitos pais, psicólogos e governos tentam combater. Outra preocupação é animes com temáticas e mensagens controversos como por exemplo Ataque dos Titãs que um tempo atrás se envolveu em uma polemica, por fazer referencias ao nazismo. A preocupação pior não é só a censura, mas também da possibilidade que haja um grupo de censores composto de pessoas do ocidente para aprovar um anime, como por exemplo imaginemos que a produtora Sunrise lance um novo anime da franquia Gundam e os censores comecem a questionar com coisa como: "Por que tem um moleque menos de 18 pilotando um robô?", "Por que usar robôs e não naves?", "Por que usar humanos como inimigos e não alienígenas?", "Por que colocar mortes no anime?", "Por que o anime indica que tem continuação e não termina no mesmo episodio?" e assim começar a não só mexer com o conteúdo, mas também com a historia e até mesmo com o marketing do anime assim como foi no caso de Sakura Card Captors que a distribuidora Nelvana alterou toda a historia, incluindo mudar a protagonista Sakura por Shoran.


Possibilidades sempre pode existir, se vai acontecer não se sabe, porem a maior preocupação dos grupos ocidentais nos conteúdos japoneses é mais relacionados a ecchi e lolicon, não há por enquanto uma pressão por parte da violência dos mangás e na verdade acontece o contrario, animes como Hellsing Ultimate, Ataque dos Titans, Tokyo Ghoul, Berserk e outros do mesmo tema são muito bem elogiados. Recentemente estreou o anime Dorohedoro na Netflix que possui violência explicita e recebeu boas notas de criticos. Problematizações relacionados a outros temas controversos como foi com Ataque dos Titãs e outros animes como foi o caso do Rising of the Shield Hero foram esquecidas e não houve uma pressão para que haja uma censura por parte disso e inclusive já houve problematizações que até inclusive foram rebatidos, afirmando que não há problema nisso.


E assim chegamos ao ponto, se o Japão vai ceder ou não? Censura e regulamentação já existe por lá, animes inclusive tem horários para ser exibidos, mangás tem classificação indicativa de acordo com as revistas que são publicados. Recentemente o anime Nanatsu no Taizai sofreu uma censura onde o sangue ficou branco que fez muitos criticarem a qualidade do anime. O governo japonês já afirmou que não vai inserir censura no conteúdo deles, sendo a favor da liberdade de expressão. E até mesmo a constituição japonesa não permite censura:

"Artigo 21. A liberdade de assembléia, associação e discurso, imprensa e outras formas de expressão são garantidas.
Nenhuma censura deverá ser mantida e a liberdade de comunicação não poderá ser violada."

Fonte: https://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/constituicao.html


Apesar disso muitos ainda se lembram de outra lei que existe no Japão que não permite órgãos genitais nas obras, porem essa lei é bem mais antiga e existe até mesmo um politico querendo derrubar essa lei e até mesmo já foi eleito.

Atualização: Só um detalhe que esqueci de mencionar no post, nos mangás geralmente por ser preto e branco, a coloração do sangue é preto (dãa) também é uma brecha para evitar a possibilidade de censura, assim conforme mencionado no sangue de Nanatsu no Taizai que é branco, também games como Mortal Kombat o sangue é verde e as fatalitys são em preto e branco, já que tem lugares que liberam a violência quando o sangue estiver em outra cor.



Segunda Atualização: De acordo com o orgão de ética do Japão, eles não enxergam problema nenhum com o anime Redo of Realer e Goblin Slayer é perfeitamente adequado. O que reduz pra zero a possibilidade de haver censura no Japão:




Terceira atualização: Referente a jogos violentos, o que contradiz a constituição japonesa, pois tem censura, na verdade existe uma regulamentação exclusivamente apenas para video game e funciona como uma classificação indicativa. Jogos violentos até podem ser lançados no Japão, entretanto ao receber o Cero Z, eles limitam as vendas dos jogos, obrigando a distribuir em lugares específicos para o consumo do game.



Quarta Atualização: Em 2010 houve uma regulamentação imposta pelo governo (conhecido como lei 156), exigindo que mangás de genero lolicon e shotacon, inclusive personagens com aparências menores, mas que são adultas de acordo com o autor. Recebesse uma classificação, semelhante ao Cero Z, não permitindo a propaganda e as vendas dos mangás e dvds de animes ficassem restritas a lojas especializadas. Inclusive essa lei foi aprovada. E não afetou os mangás e animes de outros gêneros.



Quinta Atualização: De acordo com o video I went to a Real Anime Studio in Japan, uma pessoa visita a JCSTAFF, um dos estúdios de produção japonesa bastante conhecido e o presidente foi questionado se ouve as opiniões e criticas de fãs e a midia ocidental tem alguma interferência ao produzir novos animes? O produtor respondeu que por mais que os animes foram muito bem recebido no exterior, não existe qualquer interesse em produzir animes visando o mercado ocidental, para não descaracterizar o próprio estilo de produzir seus animes, entretanto estão cientes das opiniões ocidentais.

O vídeo você confere abaixo, a partir de 13:05:


Sexta atualização: Recentemente foi noticiado de que o Partido Comunista do Japão (PCJ) deseja regulamentar o conteúdo da mídia japonesa, mais especificamente de mangás e animes, entretanto a PCJ tem pouca relevância no Japão representando doze cadeiras na Câmara dos Representantes e treze na Câmara dos Vereadores que é considerado muito pouco e com a constituição japonesa dificilmente conseguira mudar algo. 

Setima atualização: Mais uma coisa que esqueci de mencionar é que o mercado de mangás e animes faturam e muito internamente no Japão, chegando a faturar 24 bilhões de dólares só com o consumo interno, externamente já faturou 100 milhões de dólares, inclusive ajudando o governo japonês e até mesmo usando elas para movimentos e causas positivas. O que faz ser difícil ou mesmo impossível de regulamentar ou censurar mangás e animes.

Oitava atualização: animes mais polêmicos como Goblin Slayer e Redo of Healer agora já vem com aviso informando sobre o conteúdo que pode chocar e que pessoas mais sensíveis não deve acompanhar ao anime.


Nona atualização: Reparei que nas discussões sobre censura, pouca gente sabe como funciona uma classificação indicativa, achando que ela não funciona e só serve somente para avisar sobre o conteúdo, pois independentemente da classificação, o material continua existindo. Entretanto não funciona dessa maneira, a classificação indicativa serve unicamente ter um controle sobre o conteúdo e ao mesmo tempo acabar com a censura, como um meio termo entre os dois. Quando uma obra (no caso mídia em geral, podendo se referir a animes também) recebe uma classificação para maiores de 18 anos, existe varias regras para exibir o conteúdo por completo, no Japão inclusive como já foi exemplificado acima, pode nem mesmo fazer propaganda do anime. O intuito é para desmotivar a produção de certos conteúdos nos mangás e animes. No Brasil as obras são exibidos somente em determinados horários, conteúdos pagos são liberados sendo opcional ter acesso ou não sobre o conteúdo.


Decima atualização: Para quem acha que somente ecchi vai ser censurado e não vai afetar outros gêneros como gore e violência. Na Austrália não só mangás e animes com conteúdos mais adultos que são banidos do território australiano, mas jogos violentos também. Aqui mesmo no Brasil já houve uma tentativa de banir qualquer conteúdo que tenha imagem ou referencia satanismo, porem foi barrado devido a nossa constituição.


Decima primeira atualização: De acordo com a publicação do Yoshinobu Yamada autor de Satanophany, está havendo uma seríe de restrições com material ecchi nos mangás e por conta disso, teve que modificar suas obras, para se adequar. O que não ficou muito claro se essa restrição é devidamente por conta das editoras ou do estado? Lembrando que existe a lei 156 mencionado acima que pode ter influenciado.

Decima segunda atualização: Recentemente saiu uma noticia de que o filme Coringa pode sofrer censura no Japão, devido ao ataque de um homem vestido de Coringa que ocorreu no Halloween. Entretanto o filme só poderá sofrer censura em midia aberta japonesa (tv aberta). Já serviços de streaming, DVD/Blu-Ray e Tv paga é exibido e consumido normalmente. Pois devido a constituição japonesa mencionado acima, não é permitido censura.

Então pra finalizar, podemos dizer que não, não existe possibilidade de censurarem mangás e animes de gêneros gore e violência no Japão. Pode ler seu mangá sossegado.


Para entender melhor como funciona a censura do Japão, recomendo este link: https://en.wikipedia.org/wiki/Censorship_in_Japan


domingo, 15 de dezembro de 2019

Entrevista: Nina Ferreira



Olá a todos e a convidada para fazer entrevista é mais que especial, minha amiga Nina Ferreira, super gentil e carinhosa, conheci ela no evento Anime Pop Santana, como jurada do desfile cosplay que adorou muito meu cosplay de Batman e ao longo do tempo sempre me apoiou e admirou meus trabalhos como cosplay e os trabalhos dela como cosplay não tem igual, muito muito maravilhosos e muito bem feito e além disso é super fã de Berserk e Fire Emblem. Peço a todos após a entrevista acompanhe ela no instagram para ver mais dos seus trabalhos.

Hey ho Let's go!!!



1- Como começou a fazer cosplay? O que motivou a fazer?

Nina Ferreira: Eu sempre fui muito fã de me vestir de maneira diferente em geral, antes de conhecer cosplay ao assistir alguns animes antigos na clássica tv manchete tentava improvisar o figurino dos personagens com materiais que tinha em casa.
Principalmente Sailor Moon, alguns personagens de YuyuHakushou e outros clássicos da época.

Tudo isso como brincadeira claro

Só anos depois através de uma amiga que descobri que existia um hobbie que se caracterizava em justamente se fantasiar dos nossos personagens favoritos e que o nome era Cosplay

Então em meados de 2005 com essa mesma amiga decidimos conhecer um evento de anime que estava acontecendo na liberdade! Uma das primeiras edições do Ressaca Friends

Decidi fazer minha estreia no mundo dos eventos arriscando na confecção de um cosplay
O personagem escolhido foi a Yoruichi do Bleach. E com a cara e a coragem lá estava eu :)



2- Que animes você curte?

Nina Ferreira: Gosto de animes mais clássicos até os mais atuais, alguns dos meus favoritos são: Code Geass, Jojo, Trigun, Kuroshitsuji, Rozen Maiden, Hack Berserk e outros.

3- Quais cosplays você já fez?

Nina Ferreira: Tenho uma lista bem variada entre animes, jogos e até desenhos como por exemplo Lelouch (Code Geass), Gênio (Aladdin), Glória ( Devil May Cry),
Marth ( Fire Emblem), Kuzco ( a nova onda do imperador ), Caska ( Berserk)  e outros.



4- Você curte Berserk, o que te fascina neste anime? Se já leu o mangá? E como foi fazer o cosplay da Caska?

Nina Ferreira: É uma série bem seria e controversa, a história é envolvente e as personagens são muito bem desenvolvidas ( o que é raro na maioria das franquias )
Comecei vendo o anime e como não teve uma continuidade da história segui então para o mangá que ainda acompanho.
A Caska é uma personagem incrível que passou por muitas coisas, sendo uma mulher forte e que foi ferida de diversas maneiras
Fazer cosplay dela me fez me sentir bem confiante e empoderada.

5-Falando de Code Geass agora, infelizmente tem um preconceito enorme no Brasil contra animes de Mecha. O que você acha disso?

Nina Ferreira: Sempre fui uma pessoa bem aberta Para tudo, desde gosto musicais, estilo de roupa e etc. E com animes/mangas não são diferentes. Acho que todos os gêneros shoujo, shonen, mecha etc tem títulos bons e ruins.

Não acho certo ter preconceito com tal estilo. Uma coisa é não gostar que estamos livres para seguir nossos gostos, outra é censurar a nível de preconceito com fãs e cosplayers de franquia x ou y.

Por isso não acho legal disseminar certos tipos de comentários com gêneros específicos.

Os animes são para todos e todos os gostos devem ser respeitados.



6- Ainda falando em Code Geass, sabia que o anime foi fortemente inspirado em Mobile Suit Gundam e o Lelouch surgiu com uma ideia de fazer um Char Aznable (vilão da seríe) como protagonista. Você já chegou a acompanhar essa franquia? Se não. Pretende acompanhar?

Nina Ferreira: Por incrível que pareça não assisti tanto Gundam como deveria, é uma série muito bem recomendada e gostaria sim de assistir e ler com mais calma um dia

7- O que você acha do atual cenario dos mangás e animes e o que você acha que pode melhorar?

Nina Ferreira: Acredito que hoje com mais informação e a internet nos temos prós e contras.
Em respeito aos animes, os mesmos se encontram hoje com maior facilidade para visualização e muitas vezes uploads simultâneos do dia em que é lançado no Japão. Temos também acesso a outros animes não tão famosos no main stream, possibilitando assim conhecer séries muito boas, porém não tão famosas. O mesmo segue para os mangás.

Entretanto percebo que o comércio de mangás propriamente dito caiu muito. Hoje são raras as pessoas que procuram adquirir o mangá físico, uma vez que é fácil ter e ler na internet. Algo que a poucos anos atrás era crucial, vendas de mangás geravam um ótimo retorno em qualquer banca de jornal e paravam eventos de animes na época.



8- Ultimamente tem discutido muito que os eventos estão perdendo a essencia dos animes, sendo mais focado na cultura geek, felizmente eventos como Animazon chamou o Kohei Ashiya o diretor de Jojo Bizzare Adventure e Dr. Stone e no Ressaca Friends convidaram o Keiji Oiwa autor de Welcome to NHK, para dar uma melhorada nos eventos, qual sua opinião sobre isso?

Nina Ferreira: A maioria das pessoas hoje não curtem apenas animes, mas curtem jogos, filmes, hqs e etc. Todas as tribos estão se encontrando e se misturando. O mesmo segue para eventos. Antigamente ver um cosplay de anime na BGS (que é um evento de games) era praticamente impossível, mas hoje percebemos que os gostos estão bem misturados. Entendo que a organização do evento precise abraçar todas as culturas, porém acredito que em alguns eventos faltem atrações mais focadas para um meio específico.Seja sendo um evento temático ou trazendo convidados diferenciados.
Hoje o público de evento não é o mesmo de 10 anos atrás e não serão os mesmos daqui a 10 anos. A alguns anos atrás existia um evento que era SÓ para vendas de mangás com editoras como a Jbc e outras. Hoje um evento desse pouco provável teria público e compradores. As tendências mudam e as empresas precisam se adequar a isso.
Entretanto cabe a nós como fãs fazermos barulho e pedirmos atrações e convidados mais específicos de acordo com o que gostamos.



9- Como você faz seus cosplays? Você costumiza a propria roupa ou você encomenda alguem a montar ela pra você?

Nina Ferreira: Todos os cosplays que tenho com exceção de dois que um encomendei e outro comprei de uma outra cosplayer que está desapegando são feitos por mim mesma.
Como tenho noções de costura facilita muito mais a confecção das roupas e alguns acessórios. Para mim grande parte da diversão está nos processos e confecção dos detalhes, roupas acessórios e etc.

10- Falando nisso infelizmente tá rolando preconceito com pessoas que encomendam cosplay ao invés de ficarem customizando. O que você acha disso?

Nina Ferreira: Eu não vejo problema nenhum nisso. Eu mesma como comentei já comprei dois cosplays prontos. Nem todos possuem habilidades manuais para a confecção e ao encomendar uma roupa um acessório de um cosmaker também estamos ajudando nossos amigos que vivem com essa linda profissão.
Independente de você comprar ou produzir, isso não vai fazer de você menos ou mais cosplayer do que o outro. É importante reconhecer o esforço de todos, seja do cosplay que costura, do cosmaker, ou até do cosplay que fez suas economias para encomendar a roupa dos sonhos.



11- O que é mais importante para você no cosplay?

Nina Ferreira: Sem dúvida o amor pelo personagem.

Se você não se identifica com o personagem você simplesmente não vai conseguir passar toda aquela magia de transformar seu personagem favorito para o mundo real

Quando você vê um cosplay que realmente gosta do personagem você percebe como é a interação nas fotos, com o público e até a postura no evento.
Para mim esse é o essencial!
Me transformar por um dia é grande parte da diversão.



12- O que você acha da comunidade cosplay em geral? E o que você acha que pode melhorar?

Nina Ferreira: Acredito que como todas as comunidades sejam de gamer, cosplay etc todas tem muitos prós e contras.

Contras no sentido de lidarmos com pessoas.
São muitos pensamentos e muitas opiniões e muitas vezes é difícil encontrar um consenso sobre tais tópicos
Vide o caso como comentou referente à confecção ou compra dos trajes cosplay, que de fato é um assunto polêmico
A cosplayers que não se importam e existem os que não acham certo.

Mas em uma visão geral acredito que a comunidade tem procurado se apoiar aos poucos e aprendendo uns com os outros

Brigas e divergências sempre terão pois são muitas pessoas, mas uma coisa é certa, procuramos nos apoiar SEMPRE independente da situação.



13- Qual cosplay você se sente mais prazer de fazer (o seu cosplay favorito)?

Nina Ferreira: Todos os meus cosplays vem de personagens que gosto muito.
Mas atualmente os meus queridinhos e que amo estar com eles são :
Gênio do Aladdin, Kuzco de A nova Onda do Imperador e Marth do jogo Fire Emblem.

14- Falando nisso ultimamente os cosplayers, estão fazendo muita competição (não nos concursos, mas fora dela, tipo competição de likes, tem gente que faz grupo só pra dizer que é mais cosplay) e ditando regras para os outros cosplayers o que você acha disso?

Nina Ferreira: Como comentei anteriormente, algumas atitudes de pessoas e que vem a ser cosplayers que tornam o meio mais tóxico.
Acho que pessoas que tem esse tipo de atitude devem ser ignoradas porque infelizmente levam a discórdia no meio e isso não é bacana

É muito legal ter likes e compartilhamentos de uma foto sua, todos gostam. Mas isso não te torna um cosplayer melhor ou pior do que o seu colega.

Alguns fazem apresentações maravilhosas, outros tem ensaios lindos e já alguns são mais tímidos e preferem apenas andar pelo evento com seu traje.
Isso não faz de ninguém melhor nem pior, e quem usa de tais meios para se sobressair aos outros de fato não é uma pessoa incentivadora e modelo para a comunidade.



15- O que acha dos eventos atualmente e o que você acha que pode melhorar?

Nina Ferreira: Acredito que os eventos em geral evoluíram muito
Tanto em infraestrutura com aluguel de espaços próprios para eventos, como em atrações, camarins, guarda volumes e etc.
Melhorias são sempre bem vindas e acredito que as organizações como um todo estão ouvindo bem mais o público e suas opiniões para melhorar ainda mais a experiência

16- O que você acha de pessoas que fazem cosplay de um personagem, sem ter visto a obra? Tipo acha o visual legal e faz?

Nina Ferreira: Muitas pessoas conhecem séries através dos cosplays. Eu mesma conheci muitas franquias através de alguns cosplays diferentes que encontrei no evento.

Entretanto ao meu ver para fazer cosplay de algum personagem acho interessante conhecer pelo menos um pouco do universo, até mesmo para saber quais seriam as poses e a interação que o personagem teria em fotos e com os companheiros da mesma franquia.



17- Quais são seus projetos futuros?

Nina Ferreira: Tenho em mente para o ano que vem alguns personagens de Jojo, refazer um cosplay que amo muito que seria o Motochika da série Sengoku Basara e outros personagens do game Fire Emblem :)

18- Possui alguma pagina cosplay, deviantart, youtube, algum site seu que você queira divulgar aqui?

Nina Ferreira: Hoje posto a maioria dos meus trabalhos no Instagram @whatabout_nina
E em breve penso em lançar uma página oficial para organizar melhor meus projetos e fotos.



19- Como você acha que Berserk deve terminar?

Nina Ferreira: (Pode contém spoiler)

No mangá acabamos de ver que a Caska recupera suas memórias após anos do acontecido do eclipse.
Por mais cafona que possa parecer, gostaria de ver uma vingança contra o Griffith e um final feliz após tantos anos de sofrimento
Mas algo me diz que não será assim hahahah

20- Considerações finais

Nina Ferreira: Mais uma vez agradeço muito a oportunidade e o espaço!

Me senti muito honrada e feliz com o convite!!!
Lembrem-se que cosplay é para TODOS!
Não se deixem intimidar por críticas negativas.
Todos nós podemos ser nossos personagens preferidos!!!

Não se limitem a cor, gênero, peso, altura e etc.
Cosplay não é concurso de sósia, cosplay é diversão! Coloquem amor em seus projetos e certeza que conheceram pessoas incríveis e serão inspirações para muitos outros!



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Confira também:

Entrevista Bruna Dentello: Aqui
Entrevista Marina Tavares: Aqui


quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Por que tanto fanservice nos animes?



Olá a todos, estou aproveitando as ferias, mas ultimamente está havendo uma discussão que virou meme sobre Ecchi desnecessario nos animes e varios canais de youtube, blogs e grupos deram a sua opinião sobre isso, eu fiz uma investigação sobre os motivos que levam a varios autores a quererem colocar oppai nos mangás e animes?

Muita gente acha que os mangá-kás são tudo um bando de tarados, mas tem uma questão que pouca gente levanta: Por que quase todos os mangás tem fanservices beirando ao ecchi? Por que até mesmo em mangás shoujos tem isso? Por que tem obras escrito por mulheres que tem fanservices? Por que até mesmo o autor de No Game, No Life que é brasileiro, não conseguiu escapar disso? Será que os japoneses gostam de colocar peitos nas historias ou tem algum outro motivo por trás?

Não pra saber exatamente a razão disso ocorrer, não tem produtores e mangá-kás se pronunciando sobre o caso, somente um caso, uma pessoa dentro da industria se pronunciou Takeshi Nogami, designer de personagens de Girls Und Panzer, com a treta que ocorreu na materia da BBC, a jornalista questionou a razão de não fazerem como no Reino Unido e outros lugares, onde a sexualização feminina é inexistente, o designer respondeu que no Japão, as pessoas são mais civilizados e a taxa de criminalidade é menor. A consequência disso é que muitos animes exploram de forma explicita a sexualidade feminina.



Outro fator que contribui com isso é a lei no Japão onde não existe um limite de conteúdo ficcional onde personagens que sejam de aparência irreal, no caso dos animes, os personagens possuem olhos grandes e consideram como irreais. Entretanto tem uma lei no Japão que partes intimas como pênis e vagina são proibidas e censurados no Japão. Apenas seios escapam disso.

Mais uma coisa também que acontece é que alguns fanservices (ou ecchi dentro de obras que não são desse genero) é que tem alguns casos são fillers ou exclusivos dos animes, porem não tem elas nos mangás, cuja a obra foi adaptada, há casos que o fanservice acontece em um angulo diferente ou de maneira muito sutil, sem mostrar os peitos comparadamente do que mostra no anime que mostra de forma mais na cara dura e na intenção de lucrar e ajudar vender mais o anime quando é lançado em DVD e também para que o mangá consiga alavancar mais as vendas.



A proposito devemos lembrar que nem toda nudez é considerado fanservice, se a nudez é contextualizada com a historia, como por exemplo Berserk, não é fanservice.

Finalizando a resposta mais concreta que posso responder a essa pergunta é que no Japão esse tipo de conteúdo vende e ajuda alavancar a venda dos mangás e animes, sem falar que a comunidade otaku no Japão (Não generalizando) não namora, prefere se relacionar com uma pessoa fantasiosa do que uma em carne e osso, com receio de que haja desilusão amorosa, traição, brigas e términos de namoro e divorcio, isso sem falar que a taxa de suicídio no Japão é altíssima. E como diz o ditado, não se mexe no time que se ganha.

Fontes:
https://www.ricedigital.co.uk/girls-und-panzer-designer-bbc-documentary-is-fake-news-national-shame/
https://www.youtube.com/watch?v=wTQt8_-JWgA&t=2s
https://skdesu.com/censura-adulto-japao/
https://www.youtube.com/watch?v=GYG2JA8W7d0

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Comparar mangás com quadrinhos



Olá a todos, enquanto assistia a conferencia da E3, ouvi um dos comentarios, que fez um desabafo dizendo que não curte Final Fantasy, pois enquanto este era febre, não tinha um Playstation, mas um Nintendo 64 e gostava de jogar Zelda, porem algumas crianças tiravam sarro, dizendo que Final Fantasy é muito melhor que Zelda e com isso passou a odiar a franquia Final Fantasy. Pois gostava muito de Zelda, pois era o que tinha. Foi ai que me identifiquei com essa pessoa, pois me sentia assim quando uma ocasião compararam os mangás com os quadrinhos, taxando os quadrinhos melhores por não ter fanservice, personagens de varias etnias, classes e generos muito bem representados, mais originalidade e não ter referencias controversas. Na hora respondi, prefiro mangás, pois embora tenha tudo isso, ele trás mensagens de perseverança e amizade. Além de que ambos tem culturas e influencias diferentes uma das outras, cada um bebe de fontes diferentes. Ainda assim as pessoas me chamaram de machista, racista, homofobico e qualquer outra coisa só por gostar de mangás e animes.




Consequentemente quando comecei a jogar batman arkham city, não consegui prosseguir, só de lembrar dessas situações que passei e tive que desinstalar para dar um tempo nele e fui começar a jogar berserk and the band of the hawk, já li comentarios do tipo que esse jogo é muito generico, mas nem liguei, quero jogar mesmo como Guts e me diverti mais ainda e logo passei a me interessar em jogos de genero musou que é aquele onde você enfrenta um exercíto em pontos especificos no cenario, iniciado pelo Dynasty Warriors, como por exemplo Gundam Dynasty Warriors 2, Dragon Quest Heroes, Fate Extella e Attack on Titan Wings of Freedom e reparei que nenhum deles é generico, mas aproveita do genero, addicionando elementos novos, deixando eles serem únicos. Assim como Final Fantasy e Zelda os dois são RPGs, mas são muito diferentes que nem devem ser comparados, cada um deles é único, da mesma forma que Mario e Sonic.



As pessoas discutem muito sobre preferencia, não só em games e quadrinhos, mas outras coisas também por serem a mesma midia de entreterimento. Já me falaram que eu não era gotíco só por gostar de within temptation, Épica, Symphony X e outros do genero Gothic Metal e também muitos do genero Visual Kei que conheci vendo animes, embora goste de bandas goticos como Bauhaus, Sisters of Mercy e The Cure. Já usam até ofensas só por gostar como "só retardado gosta disso". Fazendo isso o maxímo que consegue é fazer a pessoa gostar a força, mas não de forma sincera e verdadeira. É muito melhor expressar nossos gostos de forma tão verdadeira, não é porque as pessoas gostam de animes, games e musica que terão gostos em comuns e muito menos se serão pessoas legais.

Eu gosto muito de Trinity Blood é um dos animes que poucas pessoas conhecem, possivelmente por ser exibido somente em programação a cabo em um canal pouco acessivel, gosto da ambientação e dos personagens que embora genericos, são muito carismaticos. Mas só por gostar de algo que poucas pessoas gostam, te faz ser único, nós nos definimos pelos nossos gostos, cada pessoa é diferente pela sua apreciação, o mundo não deve ser obrigado a ser igual aos outros, só porque um anime virou moda e tem muita gente gostando, as pessoas gostam daquele anime, mas e os outros gostos?



Por isso não fique comparando um anime com quadrinho ou outra coisa, por mais que tenha qualidade, você não vai fazer as pessoas se converterem, muito pelo contrario só deixará com mais raiva daquilo que você gosta.​

domingo, 18 de novembro de 2018

Nova adaptação de Berserk e eu curti a ideia



Olá a todos, recentemente fui surpreendido com a noticia que o produtor do "anime" de Castlevania, quer fazer Berserk. Esse anime entre aspas é que embora tenha traços e estilo japonês de desenhar os personagens, não é uma produção japonesa, mas foi muito aceito pelos otakus, principalmente de ultilizar franquias japonesas ao primeiro momento de games como Castlevania e agora Devil May Cry, se tudo der certo vai aos mangás também e acho isso muito interessante e muito positivo.

A razão de abraçar essa ideia se deve justamente que mangás e animes infelizmente sofre do mal das editoras quererem ultilizar de ideias que atualmente não é muito agradável para o publico ocidental, já um estudio ocidental querer produzir animes é uma porta de entrada em adpatar mangás que tem apelo muito forte para o mercado ocidental como por exemplo Vagabond que nunca ganhou um anime ou então um remake de Angel Sanctuary e Gantz com mais fidelidade ao mangá? Até quem sabe uma sequencia de Claymore?


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Com essa ideia dando certo, mais pessoas podem olhar os animes com outros olhos e muitos que não curtem ou até mesmo curtia e não curtem mais, podem voltar a se interessar e assim podem dizer "olha um anime que foge dos padrões e clichês! Agora sim vou voltar a ver anime com tudo".

E na sua opinião o que acha da ideia de um estudio ocidental produzindo animes?


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