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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Animes de gore e violencia podem ser censurados?


Observação: Esse topico será constantemente atualizado, para acrescentar informação e ter uma compreensão melhor sobre o artigo.

Olá a todos, há dois anos atrás fiz um post sobre a onda crescente de problematizar mangás e animes e muitos se preocupam com uma possibilidade de censura, no Brasil, as chances são minimas devido a nossa constituição que permite que mangás e animes sejam transmitidos sem censura. Porem fica uma questão ainda mais complicada "E lá no Japão?", se um asteroide não bater na Terra, mas chocar no Sol, pode apresentar uma ameaça ainda maior, pois existe até grupos fora do Japão querendo regulamentar o conteúdo de mangás e animes dentro do território japonês.



A preocupação dos otakus não é relacionado ao ecchi, mas sim dela acabar se espalhando e afetar mangás e animes de outros gêneros como gore e violência que é outra coisa que muitos pais, psicólogos e governos tentam combater. Outra preocupação é animes com temáticas e mensagens controversos como por exemplo Ataque dos Titãs que um tempo atrás se envolveu em uma polemica, por fazer referencias ao nazismo. A preocupação pior não é só a censura, mas também da possibilidade que haja um grupo de censores composto de pessoas do ocidente para aprovar um anime, como por exemplo imaginemos que a produtora Sunrise lance um novo anime da franquia Gundam e os censores comecem a questionar com coisa como: "Por que tem um moleque menos de 18 pilotando um robô?", "Por que usar robôs e não naves?", "Por que usar humanos como inimigos e não alienígenas?", "Por que colocar mortes no anime?", "Por que o anime indica que tem continuação e não termina no mesmo episodio?" e assim começar a não só mexer com o conteúdo, mas também com a historia e até mesmo com o marketing do anime assim como foi no caso de Sakura Card Captors que a distribuidora Nelvana alterou toda a historia, incluindo mudar a protagonista Sakura por Shoran.


Possibilidades sempre pode existir, se vai acontecer não se sabe, porem a maior preocupação dos grupos ocidentais nos conteúdos japoneses é mais relacionados a ecchi e lolicon, não há por enquanto uma pressão por parte da violência dos mangás e na verdade acontece o contrario, animes como Hellsing Ultimate, Ataque dos Titans, Tokyo Ghoul, Berserk e outros do mesmo tema são muito bem elogiados. Recentemente estreou o anime Dorohedoro na Netflix que possui violência explicita e recebeu boas notas de criticos. Problematizações relacionados a outros temas controversos como foi com Ataque dos Titãs e outros animes como foi o caso do Rising of the Shield Hero foram esquecidas e não houve uma pressão para que haja uma censura por parte disso e inclusive já houve problematizações que até inclusive foram rebatidos, afirmando que não há problema nisso.


E assim chegamos ao ponto, se o Japão vai ceder ou não? Censura e regulamentação já existe por lá, animes inclusive tem horários para ser exibidos, mangás tem classificação indicativa de acordo com as revistas que são publicados. Recentemente o anime Nanatsu no Taizai sofreu uma censura onde o sangue ficou branco que fez muitos criticarem a qualidade do anime. O governo japonês já afirmou que não vai inserir censura no conteúdo deles, sendo a favor da liberdade de expressão. E até mesmo a constituição japonesa não permite censura:

"Artigo 21. A liberdade de assembléia, associação e discurso, imprensa e outras formas de expressão são garantidas.
Nenhuma censura deverá ser mantida e a liberdade de comunicação não poderá ser violada."

Fonte: https://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/constituicao.html


Apesar disso muitos ainda se lembram de outra lei que existe no Japão que não permite órgãos genitais nas obras, porem essa lei é bem mais antiga e existe até mesmo um politico querendo derrubar essa lei e até mesmo já foi eleito.

Atualização: Só um detalhe que esqueci de mencionar no post, nos mangás geralmente por ser preto e branco, a coloração do sangue é preto (dãa) também é uma brecha para evitar a possibilidade de censura, assim conforme mencionado no sangue de Nanatsu no Taizai que é branco, também games como Mortal Kombat o sangue é verde e as fatalitys são em preto e branco, já que tem lugares que liberam a violência quando o sangue estiver em outra cor.



Segunda Atualização: De acordo com o orgão de ética do Japão, eles não enxergam problema nenhum com o anime Redo of Realer e Goblin Slayer é perfeitamente adequado. O que reduz pra zero a possibilidade de haver censura no Japão:




Terceira atualização: Referente a jogos violentos, o que contradiz a constituição japonesa, pois tem censura, na verdade existe uma regulamentação exclusivamente apenas para video game e funciona como uma classificação indicativa. Jogos violentos até podem ser lançados no Japão, entretanto ao receber o Cero Z, eles limitam as vendas dos jogos, obrigando a distribuir em lugares específicos para o consumo do game.



Quarta Atualização: Em 2010 houve uma regulamentação imposta pelo governo (conhecido como lei 156), exigindo que mangás de genero lolicon e shotacon, inclusive personagens com aparências menores, mas que são adultas de acordo com o autor. Recebesse uma classificação, semelhante ao Cero Z, não permitindo a propaganda e as vendas dos mangás e dvds de animes ficassem restritas a lojas especializadas. Inclusive essa lei foi aprovada. E não afetou os mangás e animes de outros gêneros.



Quinta Atualização: De acordo com o video I went to a Real Anime Studio in Japan, uma pessoa visita a JCSTAFF, um dos estúdios de produção japonesa bastante conhecido e o presidente foi questionado se ouve as opiniões e criticas de fãs e a midia ocidental tem alguma interferência ao produzir novos animes? O produtor respondeu que por mais que os animes foram muito bem recebido no exterior, não existe qualquer interesse em produzir animes visando o mercado ocidental, para não descaracterizar o próprio estilo de produzir seus animes, entretanto estão cientes das opiniões ocidentais.

O vídeo você confere abaixo, a partir de 13:05:


Sexta atualização: Recentemente foi noticiado de que o Partido Comunista do Japão (PCJ) deseja regulamentar o conteúdo da mídia japonesa, mais especificamente de mangás e animes, entretanto a PCJ tem pouca relevância no Japão representando doze cadeiras na Câmara dos Representantes e treze na Câmara dos Vereadores que é considerado muito pouco e com a constituição japonesa dificilmente conseguira mudar algo. 

Setima atualização: Mais uma coisa que esqueci de mencionar é que o mercado de mangás e animes faturam e muito internamente no Japão, chegando a faturar 24 bilhões de dólares só com o consumo interno, externamente já faturou 100 milhões de dólares, inclusive ajudando o governo japonês e até mesmo usando elas para movimentos e causas positivas. O que faz ser difícil ou mesmo impossível de regulamentar ou censurar mangás e animes.

Oitava atualização: animes mais polêmicos como Goblin Slayer e Redo of Healer agora já vem com aviso informando sobre o conteúdo que pode chocar e que pessoas mais sensíveis não deve acompanhar ao anime.


Nona atualização: Reparei que nas discussões sobre censura, pouca gente sabe como funciona uma classificação indicativa, achando que ela não funciona e só serve somente para avisar sobre o conteúdo, pois independentemente da classificação, o material continua existindo. Entretanto não funciona dessa maneira, a classificação indicativa serve unicamente ter um controle sobre o conteúdo e ao mesmo tempo acabar com a censura, como um meio termo entre os dois. Quando uma obra (no caso mídia em geral, podendo se referir a animes também) recebe uma classificação para maiores de 18 anos, existe varias regras para exibir o conteúdo por completo, no Japão inclusive como já foi exemplificado acima, pode nem mesmo fazer propaganda do anime. O intuito é para desmotivar a produção de certos conteúdos nos mangás e animes. No Brasil as obras são exibidos somente em determinados horários, conteúdos pagos são liberados sendo opcional ter acesso ou não sobre o conteúdo.


Decima atualização: Para quem acha que somente ecchi vai ser censurado e não vai afetar outros gêneros como gore e violência. Na Austrália não só mangás e animes com conteúdos mais adultos que são banidos do território australiano, mas jogos violentos também. Aqui mesmo no Brasil já houve uma tentativa de banir qualquer conteúdo que tenha imagem ou referencia satanismo, porem foi barrado devido a nossa constituição.


Decima primeira atualização: De acordo com a publicação do Yoshinobu Yamada autor de Satanophany, está havendo uma seríe de restrições com material ecchi nos mangás e por conta disso, teve que modificar suas obras, para se adequar. O que não ficou muito claro se essa restrição é devidamente por conta das editoras ou do estado? Lembrando que existe a lei 156 mencionado acima que pode ter influenciado.

Decima segunda atualização: Recentemente saiu uma noticia de que o filme Coringa pode sofrer censura no Japão, devido ao ataque de um homem vestido de Coringa que ocorreu no Halloween. Entretanto o filme só poderá sofrer censura em midia aberta japonesa (tv aberta). Já serviços de streaming, DVD/Blu-Ray e Tv paga é exibido e consumido normalmente. Pois devido a constituição japonesa mencionado acima, não é permitido censura.

Então pra finalizar, podemos dizer que não, não existe possibilidade de censurarem mangás e animes de gêneros gore e violência no Japão. Pode ler seu mangá sossegado.


Para entender melhor como funciona a censura do Japão, recomendo este link: https://en.wikipedia.org/wiki/Censorship_in_Japan


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Entendendo por leigos: Problematização


Olá a todos, recentemente tivemos uma polemica em relação ao mangá Boku no hero academia, não quis comentar muito a respeito, pois não acompanho o mangá, nem o anime e ficar comentando a respeito, ficaria muito parcial, mas que a coisa foi tão feia que a China suspendeu temporariamente o mangá e o anime e o autor se pronunciou pedindo desculpas, coisa muito rara, pois é muito dificil ver pessoas da industria de mangás e animes comentando a respeito. Caso deseja saber mais detalhes sobre isso, peço que veja aqui e aqui. Por mais que o criador justifique o caso, muitos questionam o verdadeiro motivo da polemica, eu não quero ser o juiz, quem decide se deseja continuar a ler ou não é você que está lendo o texto.



Sem querer acabei de fazer uma problematização sobre o caso, mesmo sem expressar minha opinião. No ultimo trecho, já expressei minha opinião sobre problematização aqui. Porem infelizmente problematização é uma coisa muito complexo, muitos confundem com censura, apesar de que ao conversar com pessoas que fazem problematizações são contra a censura. Eu posso ter descoberto o que é problematização de verdade e posso tentar esclarecer.

Antes de tudo saiba que problematização na verdade é um exercício de critica, antes de tentarmos explicar sobre, você precisa entender sobre critica.


Uma critica é basicamente contar a sua experiencia de assistir um filme ou ler um livro, é igual a um amigo indicando algo que ele viu e gostou, acreditando que você vai gostar também. Um critico é completamente imparcial, não devendo expressar ou elogiar algo do seu gosto, isso é uma coisa particular somente dele, pois está falando com o publico, ele não vai recomendar um filme de romance, para uma pessoa que só gosta de filme de ação é ilógico, porem mesmo que a pessoa goste de ação e vai recomendar um filme de ação para ele, um critico não pode ignorar os defeitos do filme, pois até mesmo que goste, vai decepcionar, mas se a pessoa gosta muito da franquia, a ponto de ser fã de carteirinha, ela não precisa da critica, pois vai assistir ignorando os defeitos do filme, por mais que o filme seja ruim. A pessoa só pode ler uma critica em caso quando três filmes estreiam no cinema, porem a pessoa só tem dinheiro para ver um filme. É nessas horas que ela vai procurar uma critica, essa pessoa quer uma recomendação.


E não é só com o publico que o critico está dialogando, muitas vezes está falando com a produção do filme, quando um detalhe não está muito bom, ele orienta no que pode melhorar, as vezes citando exemplos de filmes bons que corrigiram em detalhes que prejudicaram o filme, para que a produção pode melhorar na proxima vez. É por isso que muitos até questionam quando o critico fala de coisas muito técnicas como a fotografia do filme, ele fala isso se referindo as chances que o filme tem de levar um oscar, pois a premiação é um tipo de status e ajuda a pessoa a receber novas propostas de trabalhos em novos filmes.


Agora que você entendeu sobre critica, vamos agora entender sobre problematização.

Primeiramente você deve entender que quem faz problematização, são os criticos. Uma problematização é um aviso sobre o conteúdo que pode chocar ou ofender alguém. Se você não se sente ofendido ou já está acostumado com isso é ai que voltamos na questão de indicar um romance para uma pessoa que gosta de ação, tem pessoas que assiste Goblin Slayer e não enxerga problema nenhum, porem tem pessoas que vão se sentir incomodadas ao assistir o anime, principalmente quem nunca viu um anime na vida, pois a pessoa pode até ter uma recepção inicial ruim dos animes e isso não é bom, pois ela nunca mais vai querer assistir outros que tem mais qualidade e de melhor aceitação, pois vai associar os animes com Goblin Slayer generalizando todos os outros animes, afinal se tem traço de olhos grandes e cabelo espetado, provavelmente vai ter ecchi também.



Quando uma pessoa faz uma problematização, ela está dizendo as chances que o anime pode ter de sofrer um drop (quando uma pessoa deixa de assistir ou acompanhar) por causa do conteúdo e nas piores situações sofrer censura em algum país, da mesma forma que quase aconteceu com Boku no hero academia, muita gente que problematiza não querem que isso aconteça, quanto menos os mangás e animes utilizarem algum conteúdo controverso, menos os críticos farão problematizações, mas também não quer dizer que qualquer obra está livre de sofrer uma problematização, infelizmente qualquer midia em geral pode ter interpretações diferente para os criticos, um autor pode falar A e o critico entender B, um caso foi com Viagem a Lua de Tintim, onde o personagem Dalton se sacrifica para salvar todos os tripulantes do foguete, porem teve pessoas que entenderam que Dalton havia se suicidado. Qualquer pessoa pode explorar um tema delicado, porem deve tomar cuidado com o que vai inserir, da mesma forma como lembro da palestra do Kenji Oiwa diz ser contra censura, mas se vai colocar lolicon e shotacon com ecchi fica dificil defender, mesmo que a ideia tenha partido do editor e não do autor, só pra faturar mais, a critica deve sair de peso contra o editor, pois isso pode prejudicar não só essa, mas também muitas outras obras de mangás e animes, só lembrando que sou contra censura também, porem muitos autores não devem se acovardar, cada autor tem liberdade de se expressar, senão viveremos em uma caixa, sem criatividade. Existe problematizações que discordo completamente como o caso Rising of the Shield Hero e Dr. Stone, você também é livre para não concordar com as opiniões ditas em uma critica e problematização, mas neste caso explique e argumente de forma educada por que não concorda, assim conforme informei no outro texto, caso o critico responda de forma grossa ou ignore sua opinião, sem responder com edução que não concorde. Não acompanhe mais suas criticas.



Para finalizar recomendo que leia esse texto sobre questionar uma obra que dá um ótimo complemento no meu texto. Bom problematização é uma coisa muito complexa, eu mesmo posso até estar falando só abobrinha no texto acima, mas eu tentei, caso não seja isso, comente nos comentários o que é problematização de maneira clara e objetiva.

Atualização: Pedi para o Jean "Kei" Badji do site Quadro X Quadro que entende melhor sobre esse assunto, para fazer uma analise do meu post, para verificar se meu texto está correto e se realmente é uma problematização? Ele me disse que não concorda 100%, uma delas é que um critico não precisa ser imparcial, pois a imparcialidade total não existe, mas sim transparência. Problematização de fato sim é um exercício de critica, quando uma pessoa problematiza, ela aponta um problema ou uma coisa controversa (Algo que pode chocar o leitor ou expectador de forma negativa) que enxergou em uma obra e quer discutir sobre ela, sobre o motivo do autor quis colocar algo controverso em um mangá ou anime (filmes, games e mídia geral entra nisso, como falei, nenhuma obra escapa de ser problematizado) e a razão disso ser tão controverso? O objetivo de um problematização é fazer o publico se refletir sobre esse assunto e de forma alguma desejar censura dela.

Como disse acima, problematização é muito complexo, nem o google, nem mesmo o dicionario ajuda muito, eu mesmo tive duvidas sobre meu texto, mas meu objetivo é esclarecer as coisas e me sinto com o dever comprido.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Entrevista: Jean 'Kei' Badji



Olá a todos e vamos dar uma variada em nossas entrevistas, além de entrevistar cosplayers, vamos entrevistar youtubers, pessoas de grandes portais de animes, criticos, dubladores, colecionadores e quem sabe até mangá-kás. E a pessoa que será entrevistado neste blog é Jean "Kei" Babji do site Quadro X Quadro um site que faz analise e criticas de animes.

Hey ho Let's go


1- Como conheceu esse universo de anime?

Conheci desde que me conheço por gente. Meu tio gostava muito de animes e durante a minha infância ele morava em casa. Então desde minhas memorias mais antigas eu tava assistindo algum anime com ele (se as minhas memorias não me traem, Fly foi meu primeiro anime)

2- Quais são seus animes favoritos?

É uma pergunta meio difícil hahah, vive variando.
Mas acho que hoje meus animes favoritos são Haibane Renmei, Katanagatari e Mawaru Penguindrum



3- Você citou Fly, quais são suas expectativas do novo anime? Lembrando que o classico terminou sem fim.

Sinceramente eu não tenho ideia do que esperar, mas é bem capaz de que eu goste pelo fator emocional, mesmo se sair um anime ruim (eu reassisti alguns episódios de Fly depois de adulto e achei bem mediano, mesmo ainda amando de coração pelas lembranças)



4- Muita gente comenta que os animes atualmente estão faltando com a criatividade. Você acha que é possivel melhorar futuramente?

Eu sei de onde vem esse tipo de pensamento mas eu não acho que está faltando criatividade nos animes de hoje. O que eu acho é que antigamente tinhamos tres fatores a nosso favor
1: A industria de anime produzia num nível menor que o formato de temporada que conhecemos hoje
2: Nós tinhamos acesso a muito menos coisas do que temos hoje, o filtro era maior.
3: Eramos mais jovens e menos exigentes com o que consumíamos.

Se for atrás de uns animes antigos que não tiveram destaque, a gente vai ver que sempre teve "tranqueira sem criatividade", mas toda época tem suas pérolas (dois dos meus animes favoritos citados vieram nessa última década)

5- Também está havendo um preconceito enorme com generos de mecha, isekai e esporte. Tem pessoas que só vê que são desse genero já ignoram e procura outro titulo que não sejam esses. Tem pessoas que acham que mecha é variante de Gundam e Evangelion, Isekai tem gente que acham que é variante de El Hazard e esporte bem... Tem gente que nem curte ver esporte nosso ainda mais um ficcional. O que você pensa sobre isso?

É uma pergunta complicadinha porque tem uma mistura de gosto pessoal com preconceito.
Eu mesmo criei uma preguiça por Isekais por ter me cansado da formula dos últimos que consumi, mas há animes e visual novels Isekais que gosto bastante.
Eu acho ok alguém deixar de ver algo por ser de um gênero que ela quase nunca consumiu e tem preguiça. Mas seria bom se todo mundo tivesse a mente um pouquinho aberta pra talvez se surpreender com alguma obra.

6- Agora vamos tocar em um assunto espinhoso, recentemente veio uma moda em alguns sites, blogs e canais do youtube em fazer problematizações em animes. Infelizmente muita gente não sabe o que é uma problematização e confunde muito com censura, pelo fato de que um anime, mangá, seríe tem conteudo que não é muito bom para uma sociedade. E as pessoas tem medo de que vão proibir algo que as pessoas consomem. (isso pq já houve um caso de problematização que a pessoa exijiu censura). O que é uma problematização de verdade?

Eu não sou um expert no assunto mas vamos lá:
Problematização é quando se identifica algo que se acreditar ser problemático numa obra.
Muita gente acha Nanatsu no Taizai problemático pelas dinâmicas de assédio do Meliodas (se eu consumi 10 episódios e 40 capitulos dessa obra foi muito, então não vou entrar em detalhes nesse exemplo)
Sobre confundir problematização com censura, é algo relativamente recorrente no Quadro x Quadro.
Escrevi na época de Goblin Slayer o porque eu achava problemática a cena de estupro do primeiro episódio, tentei deixar claro no texto que não acho que se há estupro numa obra automaticamente vira algo problemático, o que faz ser problemático ou não é a forma com que o tema é abordado. Também tentei deixar claro que se a pessoa gosta de Goblin Slayer e quer continuar assistindo ou lendo, tava super de boa, e mesmo assim não impediu de umas pessoas afirmarem que eu queria censurar Goblin Slayer de alguma forma.
O mesmo rolou quando teve uma crítica a Tate no Yuusha



7- Como você acha que vai ser a industria de anime daqui 10 ou 20 anos? Você acha que muita coisa vai mudar?

Eu imagino que muita coisa mude sim. As pessoas mudam, novas pessoas vão entrando na industria e outras vão saindo. Algumas coisas que fazem sucesso hoje podem ficar mais ofuscadas daqui a 10 anos. pode surgir um anime que crie uma nova tendencia...Cheio de possibilidades.
Eu só fico receoso que algumas vezes eu sinto que o modelo de produção de anime ta ficando um tanto insustentável em relação a quem trabalha na industria.
A gente ouve com uma certa frequência sobre problemas de funcionários que trabalham demais e recebem de menos (nem só em animes, claro) e recentemente o diretor de Hoshiai no Sora se abriu do porque o anime pareceu rushado e só teve metade da historia contada.
Talvez com o tempo aconteça aos poucos mudanças nesses modelos e daqui a 20 anos estejamos consumindo anime de uma forma diferente.

8- Você sabia que o mangá-ká Kenji Oiwa (autor de Welcome to NHK) durante a palestra no Ressaca Friends disse que tanto ele, quanto varios autores sentem incomodados com o excesso e ecchi e que deveriam dosar? Mas o motivo de inserir de forma excessiva é a estatistica de crimes sexuais no Japão é menor. O que você acha da resposta dele?

Não tava sabendo disso não. Ele disse que quanto mais sexualização na cultura pop menor o índice de crimes sexuais?
Eu realmente não manjo muito bem sobre isso. Já vi gente falando coisas parecidas mas também ouvi pessoas apontando pesquisas que dizem justamente o contrário.
O que eu sei é que cultura pop num geral tem poder de inserir coisas no imaginário popular, e isso pode vir tanto pra coisas inofensivas quanto pra coisas nocivas (tipo criar esteriótipos ruins) achei meio confusa essa colocação dele (pelo menos sem o contexto da entrevista toda).



9- Ainda falando em ecchi, atualmente anda reduzindo animes e mangás com cenas beirando ao fanservice ou ecchi aos poucos, mas estão reduzindo. O que você pensa disso? Você pensa que futuramente não haverá mais animes com cenas de ecchi ou fanservices?

Ecchi e fanservice são coisas que existem a décadas e eu duvido que algum dia desapareceriam por completo. Ainda mais que é uma das coisas mais fortes da cena doujinshi

10- Como surgiu o Quadro X Quadro?

No telegram tinham vários grupos derivados do grupo de ouvintes do podcast jogabilidade. Em um desses grupos sempre que alguém pedia recomendação de podcast brasileiro de animes a gente se via recomendando as mesmas coisas. A gente sentiu falta de mais podcasts de anime que tentem se aprofundar um pouco nas discussões e decidimos criar um. Com o tempo o Quadro x Quadro deixou de ser só um podcast e começou a ter textos também.

11- Pretende expandir o quadro x quadro para youtube e outras midias?

Eu tinha mais vontade de fazer isso antigamente, mas hoje por uma série de motivos não me sinto empolgado em mexer com edição de vídeo e colocar em outras mídias.
Mas se alguém do site pilhar a gente ta fazendo ahhaha
No final do ano passado a gente teve a ideia de desenterrar o instagram e usa-lo pra fazer umas analises rápidas de mangás brasileiros que compramos, mas essa ideia ainda não engatou de verdade

12- Ultimamente os eventos estão perdendo o foco nos mangás e animes e sendo mais focado em cultura pop em geral como quadrinho, seríes filmes, youtube e games. Consequentemente não há uma atração voltada a quem gosta de animes e que anime só tem de nome. O que acha disso?

Esse foi um dos principais fatores que me fizeram parar de frequentar eventos como Anime Friends a alguns anos.
Eu sei que, mercadologicamente falando faz mais sentido expandir mas eu sinto que pra mim, pessoalmente, as coisas estavam tão sem foco que quando chegava lá sentia que não tinha nada pra mim ali e não valia o preço.

13- Já fez ou pretende fazer cosplay?

Quando eu era criança/adolescente eu queria muito fazer cosplay, mas por ser negro e 95% dos personagens que eu gostava serem brancos eu tive vergonha e tentei fazer cosplay só de personagens que usam máscara ou se cobrem todo de armadura.
Acontece que fazer um cosplay que me agradasse com esses critérios era caro demais, então deixei de lado.
Hoje eu acho besteira e faria cosplay de qualquer personagem independente da cor de pele. Mas hoje não tenho muita disposição e ando focando em outras coisas. Mas eu tenho amigos dentro do meio e contato frequente com eles, quem sabe um dia eu não anime?

14- Tem pessoas que fazem cosplay de qualquer personagem independente da raça ou cor e tem movimentos promovendo a positividade e a inclusão na comunidade cosplay.
Isso poderia te motivar a fazer cosplay

Sim sim, eu conheço pessoas maravilhosas negras que fazem cosplays e eu acho super importante. Hoje eu não animo mais por estar com a cabeça em outros lugares.
O que reforça que esses cosplayers são super importantes pra incentivarem pessoas que estejam no pique de fazer cosplay no momento certo.

15- Pretende fazer coberturas de evento, criticas referente a eventos e o que elas podem melhorar para deixar mais agradavel no Quadro X Quadro?
Para deixar os eventos mais agradaveis

Eu não lembro se já fiz critica a eventos no Quadro x Quadro ou se foi numa conversa pessoal, mas não descarto a possibilidade.
Se tiver um evento que esteja acessível pra mim e com algo que gostaria de cobrir, iria fazer com certeza (se eu fosse rico e fluente em japonês, com certeza o Quadro x Quadro teria coberturas da Comiket no japão)

16- Quais conselhos você dá para quem for começar a fazer blogs, sites e canais de youtube com criticas e opiniões sobre animes?

Acho que as coisas mais relevantes que teria pra falar é:
1: Qualidade é melhor que quantidade. Não  faça algo que não goste ou deixe de fazer algo por causa dos outros. As vezes ter poucas pessoas legais consumindo o que você ta criando vale muito mais do que ter muitos seguidores que você não gosta.
2: Merdas acontecem, vai ter texto que não vai sair como planejado, vai ter podcast (ou vídeo dependendo do caso) atrasando e saindo de alguma forma que não te deixe satisfeito por uma série de fatores, mas uma hora sai algo legal então não desanima.

17- Possui outros sites além do Quadro X Quadro?

Eu tenho dois projetos paralelos em podcast. Um sobre videogames (Arkaico) e um sobre Jojo's Bizarre Adventure (Hamones, mas esse ta em hiato) atualmente.

18- Considerações finais

A gente terminou falando mais sobre temas em gerais do que sobre problematização no fim das contas haha.
Mas como consideração final eu queria dar mais uma tocada rápida no tema:
Eu sei que pra muita gente é só chato ver gente "problematizando tudo" (e as vezes é mesmo), mas tenta prestar atenção de onde vem essas reclamações e reflete se você acha válido ou não. Pensar mais nas coisas que a gente consome melhora a nossa forma de consumir e as vezes até nós mesmos como pessoa

Nota:
É que você já falou tudo com a pergunta que dei
Eu espero que com a entrevista já tenha exclarecimentos sobre problematizações, no caso podemos problematizar? Sim, mas censura não.

Nota do Jean: É isto. Jamais serei a favor de censura mas isso não inibe criticas.
Espero que tenham gostado do que balbuciei aqui, beijos (pode usar isso como consideração final se quiser ahuahua)

Confira também:

Entrevista: Lilian Carvalho
Entrevista: Nina Ferreira
Entrevista: Israel Barros
Entrevista: Bruna Dentello
Entrevista: Marina Tavares
Entrevista ao contrario José Maruseru

domingo, 5 de janeiro de 2020

Entrevista ao contrario para José Maruseru


Olá a todos, depois de uma temporada de entrevista com os cosplayers, fiz um desafio, por que não uma entrevista ao contrario? As pessoas que foram entrevistadas no meu blog mês passado agora farão as perguntas para mim, para quem quiser saber mais sobre mim e meu blog e para fazer isso convidei Marina Tavares e Nina Ferreira, ambas já entrevistadas neste blog e ainda farei mais entrevistas neste blog.



O que te inspirou a entrar no mundo cosplay? - Pergunta de Marina Tavares e Nina Ferreira

Sempre tive vontade de fazer cosplay, desde que comprei uma revista Ultra Jovem que teve uma materia sobre o Anime Friends 2002, porem por ser considerado na epoca coisa muito caro, havia desistido. Entretanto em um grupo de Castlevania na epoca do orkut, conheci uma amiga que fazia cosplay e me convidou a participar de um forum onde pessoas faziam cosplay e me incentivou a fazer um, comecei a fazer o Alucard e depois nunca mais parei. Graças ao cosplay pude fazer amizades que dificilmente faria.

Quais eram as revistas que você lia na época? - Pergunta de Marina Tavares

Meu irmão é que comprava, pois ele gostava de Dragon Ball, eram revistas como Ultra Jovem, Heroi, Henshin e alguns outros que não me recordo. Depois que ele parou de comprar, eu que fui comprando, pois passei a gostar de anime.



Como você escolhe seus projetos cosplay? O que faz um personagem aparecer e você dizer “vou fazer cosplay de fulano” - Pergunta de Nina Ferreira

Eu escolho mais pelo personagem que me marca, pelo quanto fui fã dele. Se um anime ou quadrinho me marca escolho algum personagem pela base do anime, pela afinidade do personagem, depois vejo a possibilidade de fazer ele, se é mais facil consigo fazer rapido, se é mais difícil leva um tempo

Qual foi o cosplay mais difícil que já fez? Você mesmo quem confecciona os trajes ou costuma encomendar? - Pergunta de Marina Tavares e Nina Ferreira

O cosplay mais difícil financeiramente foi o Aioria de Leão de CDZ, pois gastei em torno de R$ 1.200,00 Agora de usar foi o Megaman X pois ele é muito pesado, você anda como se estivesse carregando peso nas costas e tem que andar com cuidado pq qualquer coisa pode quebrar o cosplay.

Todos os meus cosplays foram encomendadas, nenhum cosplay eu fiz.



Falando nisso, existe um preconceito contra quem não customiza seu próprio cosplay, alegando que isso não é ser cosplayer de verdade. O quê acha disso? - Pergunta de Marina Tavares

Infelizmente a comunidade cosplay atualmente está ditando regras, muito por inveja. Se um cosplayer ganha o 1° colocado e agradece a sua costureira, o fulano que ficou em 2° ouve isso, acha um absurdo pois se matou pra montar aquele cosplay, ficando dias sem dormir e ai começa a cagar regra dizendo que quem encomenda não é cosplayer de verdade, tudo pois queria ficar em 1º colocado. Então quem tem esse preconceito é no minimo invejoso.

Mas e aqueles cosplayers que não participam de concursos e mesmo assim sofrem preconceito porque não customizou suas roupas? - Pergunta de Marina Tavares

As pessoas devem entender que tem cosplayer que faz por diversão ou por admiração ao anime. Tem diversos tipos de cosplayers. Quem faz cosplay por competir em concursos não é o mesmo que gosta de participar de grupos cosplay, tem aquele que também que gosta de costumizar o cosplay do 0 até o detalhe final, mas não é o mesmo que faz por admiração e fanatismo ao anime. E por esse motivo, tem cosplayer que acha que todo cosplayer devem ter um mesmo perfil.



E o quê você acha que pode melhorar nisso? - Pergunta de Marina Tavares

Acredito que deveríamos ter paginas, sites, palestras e grupos conscientizando as pessoas que todo cosplayer a não ditar regras e respeitar os proximos e principalmente não serem toxícos e serem mais amigo idependente das diferenças.

Quais são os seus projetos futuros para cosplay? - Pergunta de Marina Tavares

Penso em fazer algum personagem de Castlevania ou o Gerald de The Witcher, ainda penso em fazer um stormtrooper de Star Wars e meu sonho é fazer o RX-78 de Gundam



Gostaria de aprender a fazer algum cosplay um dia? Alguma espada ou armadura? Ou até roupas ? - Pergunta de Nina Ferreira

Sim. Gostaria muito, tem cosplays que gostaria de fazer como o Gundam RX-78:



Atualmente ta muito comum ver eventos perdendo o foco em animes e mangás, e isso prejudica e muito o meio otaku. O quê você acha disso? - Pergunta de Marina Tavares

Infelizmente os eventos estão focando mais no que dá retorno e embora atualmente os animes estão mais acessíveis. O publico atual não assiste animes, não que não gostam, mas assiste o que está na moda, assim como Cavaleiros do Zodiaco e Dragon Ball Super tirando esses, o povo tem preguiça de acompanhar e agora recentemente com as problematizações da sexualidade feminina exagerada dificulta mais ainda do povo assistir e os eventos estão focando mais para quem gosta de youtube, quadrinhos e filmes, pois é o que tá na moda e isso prejudica muito pois a tendencia é diminuir cada vez mais a cultura japonesa e até mesmo cosplayers que gostam de anime sofrem com isso, pois antes que o pessoal tirava foto e perguntava que anime que é e depois falava que viu o anime que conheceu com o cosplay e gostou muito. Hoje o pessoal passa reto, pois são preguiçosos, querem mais o que tá na boca do povo. Porem isso é o que vivemos atualmente, pode ser que futuramente os animes voltem com tudo e fique na boca do povo, recentemente com filmes como Alita e outros live-action baseado em animes que foram anunciados é possivel que mais pra frente os animes e os eventos volte a ser aquilo que era anos atrás.



Quais são suas sugestões para quê os animes e mangás voltem a terem um grande foco nos eventos? - Pergunta de Marina Tavares

Fiz uns posts sugerindo atrações para otakus e cosplayers nos eventos, mas se for para dar uma sugestão mais barato que causaria um impacto seria colocar cenarios para cosplayers que assim a pessoa pode estar com um cosplay de anime mais desconhecido, vai se sentir mais a vontade de tirar foto com sua câmera, concursos de duelos de cosplay para dar mais diversão ao cosplay. Agora para otakus tem uma coisa que sinto falta atualmente é a ausencia das salas tematicas voltados a animes, você vai ano eventos é sempre as mesmas salas tematicas e tudo voltado mais para o publico geek, salvo algumas excessões como sala Sailor Moon e Jojo e outra coisa que seria bacana seria pré-lançamentos de mangás, a editora anuncia o titulo com pré-lançamento exclusivo no evento, pois faria muita gente ir só pra adquirir o mangá e a Crunchyroll podia fazer o mesmo com exibições exclusivas dos animes dublados em primeira mão, para faria que mais pessoas curiosas irem no evento.

E como surgiu a ideia do blog? - Pergunta de Nina Ferreira

Um tempo atrás queria muito montar um canal no youtube, gostava muito do Colonia Contra Ataca, Assopra Fitas, Canal 90, Fiaspo, Velberan e Capslock e queria seguir também, porem infelizmente por não ter uma habilidade de oração, infelizmente tenho problemas de dicção. Desisti da ideia, porem como acompanho varios sites e blogs como Mais de oito mil e blog do amer, achei que seria bom fazer textos sobre mangás, animes, quadrinhos, games e cosplay. Fiquei um tempo parado, mas depois voltei com tudo, pois tem coisas que eu queria desbafar, principalmente com a onda de problematizações e a possibilidade de censura em cima dos animes, com o tempo fui fazer pesquisas como a sexualização dos anime e descobri muita coisa, que nem os grandes portais e canais não abordavam e passei a escrever para dar uma explicação e justificativa do que está acontecendo. É assim por causa disso, ainda preparo uma materia que fiz no Ressaca Friends, onde consegui entrevistar com um mangá-ká e questionei sobre o ecchi e a resposta vai surpreender todo mundo.



Quais são os seus animes favoritos? - Pergunta de Marina Tavares

Não tenho um favorito, pois gosto de todos, mas os que mais me marcaram e me diverti assistindo foram: Yu Yu Hakusho, Hellsing Ultimate, Trinity Blood, Mobile Suit Z Gundam, Macross, Chobits, Re: Zero, Os Cavaleiros do Zodiaco e Vampire Hunter D.

Quais são seus estilos de animes(mangás) favoritos? E quais são os que não gosta? - Pergunta de Nina Ferreira

Ultimamente ando vendo muito mecha e também os isekais, gosto muito também dos shounens, seinens e conteudos como gore também. Quem não gosta?

De estilos ainda não consegui me acostumar em ver animes de esporte, tem muita gente me recomendando ver haikyuu e kuroko no basket, no devido tempo vou acompanhar esses. Um que é de esporte e gostei bastante que tá na netflix é Levius.


ah esqueci kengan ashura tmb




O que gostaria de ver no atual cenário de fãs de anime ? - Pergunta de Nina Ferreira

Gostaria que os fãs pudessem variar um pouco os generos de anime, vi muita gente reclamar que os animes estão ficando cada vez menos originais, mas não acompanham mechas, isekais e esportes.
Fora que também tem pessoas que criticam tanto o ecchi dos animes, mas quando tem um anime que não tem ecchi, o pessoal sequer assiste e assim fica dificil

Possui alguma página ou site onde divulga seus cosplays? - Pergunta de Marina Tavares

Tenho minha pagina Maruseru Cosplay: https://www.facebook.com/MaruseruCosplay/



Para finalizar, qual mensagem gostaria de deixar para quem está iniciando no mundo dos animes e cosplay? - Pergunta de Nina Ferreira

Gostaria de dizer a todos, façam cosplay sem medo, não ligue para a opinião dos outros, faz cosplay porque você gosta do anime e do personagem. Aos otakus sejam mais aberto, anime não resume a Naruto, ele é muito rico, não tenha preconceito com os outros generos, veja, tem muito anime que pode surpreender bastante.

Agradecimentos a Nina Ferreira e Marina Tavares pela entrevista.

Não deixe de conferir a entrevista da Nina Ferreira e da Marina Tavares

Não deixe de conferir também a entrevista de Israel Barros e Bruna Dentello

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Por que eu sou contra a censura?




Olá a todos e nem estou acreditando que exatamente há 2 anos estou escrevendo no meu blog (e quase ninguém lê) e tudo começou com um desabafo meu sobre problematizações, na época isso virou moda, porem muita gente enxergava isso como um "pedido de censura" e eu queria expressar minha opinião em algum lugar. Tentei montar um canal no youtube, mas não foi pra frente e então surgiu o meu blog que estava parado a um tempo e depois usei ele para expressar mais coisas das quais sempre quis expressar, quando o assunto era problematização, mas fui além e fiz diferente, indiquei obras muito boas para quem acha que anime é sempre ruim e não é bem assim. Dizem que funk não é cultura, cuja as letras falam de estupro, porem existe muitos funks positivos, animes são a mesma coisa, tem muito anime ruim, mas tem muito anime bom é preciso saber diferenciar e não generaliza-los. Fiz pesquisas de assuntos que as pessoas geralmente não abordam ou aborda de maneira muito imparcial, expressando a razão de tal gênero existir e até mesmo fazendo mythbuser.



Eu gostaria de aproveitar esse meu post, para me expressar minha opinião sobre censura, eu sou totalmente contra a censura, não é de hoje que os animes tem sido alvo de pais, religiosos e grupos que valorizam o politicamente correto, desde que Cavaleiros do Zodiaco estreou na Manchete, houve uma tentativa de censura, pois consideravam o anime extremamente violento para a criançada, se tem medo de que alguma criança possa ter acesso a um conteúdo, existe classificação indicativa, para que o conteúdo tenha acesso a uma pessoa que saiba diferenciar a realidade da fantasia, eu jogo Doom, um dos games mais violentos da historia, mas não saio por ai matando gente, só porque vi isso no game e achei legal, se uma pessoa mais velha não sabe diferenciar ou acha legal fazer isso na vida real é bom procurar tratamento psicológico, da mesma forma como animes, se um desenho japonês usa e abusa do ecchi é recomendado só pessoas mais velhas assista e acompanhe, caso o mesmo queira fazer a mesma coisa na vida real é bom procurar ajuda medica para o sujeito e deixe uma criança assistir animes mais infantis como Hamtaro, Onegai My Melody, Bananya, Poyopoyo Kansatsu Nikki, How to Keep a Mummy.


Existe um episodio de Os Simpsons chamado Comichão, Coçadinha e Marge, nela a Sra Simpson não concorda com o conteúdo exibido no desenho que Bart e Lisa gostam de assistir, a coisa piora quando Maggie imita uma situação vista no desenho e por esse motivo, ela faz barulho exigindo a censura do desenho e de fato consegue, temos como consequência o desenho Comichão e Coçadinha passa a ficar mais infantil e as crianças começam a achar chato e sem graça ao ser questionada que isso poderia prejudicar a industria, ela aparentemente demonstra não se importar. Entretanto em uma ocasião a estatua nua de Davi, de Michelangelo saí para turnê para Springfield, muita gente é contra essa escultura, menos Marge, pois ela tem uma visão diferente sobre arte e então ela percebe que estava sendo hipócrita e decide tirar a censura de Comichão e Coçadinha e devolver a liberdade criativa do desenho. Nesse episodio, faz uma critica a censura, pois ao proibir uma coisa que não gosta, pode proibir algo que você gosta, não importa o quanto você não goste de mangá e anime. Se você gosta de video games ou quadrinhos americanos, isso poderá chegar até você, pela mesma proibição que você pediu tanto a Deus para que tenha nos animes e da mesma forma que a Marge foi hipócrita, você também estará sendo.



Daí então você chega e me diz "Mas Maruseru! Só os animes com fanservices, ecchi, lolicon e shotacon serão censurados, porem conteudos como gore e violencia serão mantidos, Cavaleiros do Zodiaco, Sailor Moon, Dragon Ball e Gundam vai continuar existindo e vão existir com novos animes e muitas obras do mesmo genero, pare de paranoia!" E é ai que você se engana amigo, para principio de conversa, você sabe diferenciar fanservices e ecchi, com nudez de forma artistica, dentro do contexto da historia? Um exemplo famoso é o caso da Caska em Berserk que não é fanservice, nem ecchi, foi uma cena, onde dá um climax dentro da obra e dá a motivação de Guts para lutar contra Griffth. Segundo saiba que Cavaleiros do Zodiaco e Sailor Moon tem personagens principais menores de 18 anos e situações como Shiryu tirando a armadura durante o combate e as cenas de transformação das Sailors, (isso sem falar do final de Sailor Moon Stars) podem ser consideradas lolicon e shotacon e terceiro você não acha que isso pode abrir precedente para que outros orgãos de censores, se aproveitarem de uma brecha que foi ao probir os fanservices, para proibir cenas de violencia? E isso nem é o pior, podem até mesmo mexer com a criatividade artistica dos autores, inclusive coisas culturais no Japão que podem ser normais para eles, mas ofensivos para outros países como Saint Onii-san, até mesmo tem países que consideram até mesmo um beijo como algo muito intimo como sexo.



Aqui mesmo no Brasil quantas tentativas de censura contra mangás, animes e games foram barrados? Incluindo o caso recente do beijo gay na revista da Marvel que tentaram diversas vezes de censurar, mas em vão? Tudo graças a constituição que garante liberdade artística, agora imagine se a constituição for derrubada, quantas pessoas vão se aproveitar para ressuscitar aquela lei que foi barrado, por ser inconstitucional?


Para finalizar muita gente era contra a ditadura militar, pois entre as coisas ruins foi a censura, não acha que sendo a favor de censurar um conteúdo nocivo, você não está sendo igualmente as pessoas que você era contra?

sábado, 16 de novembro de 2019

Aprendendo a ler e ouvir a opinião dos outros



Olá a todos, esses dias fiz uma problematização comentando sobre a shounen jump, a qual as editoras tem muito controle sobre as obras, muitas vezes até os editores bancam o "autor" do que o mangá-ká na verdade. Passado uma semana desde a publicação vieram comentários e discussões. Eu ouvi e lí todas que concordaram e discordaram, ao contrario de muita gente que problematiza ignora muitos comentários, incluindo um que afirmou "otaku não aceita ser discordado", os argumentos que refutaram minha opinião tiveram muito mais razão e até passei a concordar e aceitar.

Entre as alegações, foi dito que ao invés de melhorar, pode piorar ainda mais a criatividade e liberdade dos mangá-kás, pois tudo será modificado com um intuito de agradar outro tipo de publico, pode ser que sim que venda, mas muitas vezes o autor gostaria de uma trama mais escapista, apenas para descontração e obrigam a inserir algo mais politico, para fazer os leitores a pensarem e muito. Outro problema grave que pode acontecer principalmente com editores ocidentais vai ser com a aparência dos personagens, personagens com aparência mais infantil, podem ser descartados, exigindo que o protagonista tenha a aparência de 20 anos e eliminar qualquer ambientação colegial, com o argumento de que isso pode influenciar a pedofilia, sendo que uma das coisas mais legais de historias shounens é que o herói tem a mesma idade de seus admiradores. 

Eu ainda mantenho a postura que devemos SIM, ter editoras femininas na shounen jump, devemos SIM ter igualdade de gêneros em todos os lugares, porem que saiba o publico alvo da revista e não tire a essência do proposito dela, sem que haja censura, assim como também um editor ocidental deve ter. Pois se o Battle Shounen que pode até estar desgastado, mas se ainda vende (e de fato vende), não devemos remover ele das historias. A medida conforme o tempo passa, novas formulas podem ser testadas e inseridas, caso funcionar.




sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O papel do mangá-ká e o otaku dentro do fanservice.





Atenção esse artigo é uma suposição com base de pesquisas sobre alguns fatos e podem não corresponder ao que realmente ocorre dentro da industria do Japão.

Olá a todos, fui assistir a um video sobre fanservices e uma coisa que achei interessante é a maneiras que os japoneses utilizam suas historias como uma maneira de expressar seus desejos, angustias e frustrações, por ser uma sociedade extremamente rígida, conservador e repressiva. Além disso você está careca de saber que os autores dessas obras vivem de forma muito reclusa, quase não tem vida, apenas tem tempo pra dormir.

Com esses fatos em mente, levo a crer no seguinte e se por um acaso o fanservice, o ecchi, a violência extremamente excessiva em suas obras fossem uma consequência da rotina duramente puxada dos mangá-kás?

Pense como você, exausto por mais uma rotina de trabalho, frustrado por estar sozinho, não conseguir a promoção que queria e a cobrança de familiares que você seja um espelho de uma pessoa bem sucedida e o que você mais deseja fazer neste momento? Ouvir uma musica pesada para se desligar ao mundo ou jogar aquele jogo de tiro bem violento para extraviar tudo isso da sua mente e que inclusive existe terapias de salas de raiva, onde a pessoa paga para quebrar tudo e é exatamente isso que acontece com os autores de mangás, usar da sua arte, suas fantasias, para demonstrar de forma escapista suas expressões por viver em uma sociedade japonesa e viver de maneira reclusa.

Inclusive consequentemente com os otakus do Japão, eu cheguei a ver uma materia um tempo atrás que uma pessoa, por viver de forma solitária, utiliza dos mangás, uma forma saciar as suas vontades sexuais, pois tinha muito receio de namorar, pois sempre está sujeito a desilusão amorosa, rejeição, traição, separação e divorcio. Inclusive sempre vendem materiais exclusivos para os otakus, para satisfazer as suas vontades.



Em outros países a maneira como se produz um filme, desenho, quadrinho, etc. São de maneira completamente diferente do que é feito no Japão e o publico que consome também é diferente, por esse motivo, sempre levo essa frase comigo "Cada país tem suas influencias e culturas diferentes principalmente pra produzir suas obras e um não é melhor que o outro, por esse motivo".



Recomendo esse artigo sobre a escravidão dos autores de mangás: http://www.garotasgeeks.com/o-lado-obscuro-da-industria-de-anime-no-japao/

Infelizmente não achei esse documentario mencionado acima, mas tem uma materia sobre um otaku que se casou com um personagem de video game o que deixa meu argumento mais plausivel: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1420062-6174,00-JAPONES+SE+CASA+COM+PERSONAGEM+DE+VIDEOGAME.html   

Atualização: Recomendo ver o video do canal Japonesica que explica com maiores detalhes sobre os japoneses que se relacionam com bonecas e personagens de animes que é totalmente explicativo e reforça o artigo do meu post.

Existe Ecchi em quadrinhos ocidentais?



Olá a todos e existe uma coisa que muita gente fica comentando em assuntos sobre ecchi e fanservice nos mangás e animes é que nos quadrinhos não tem isso, que eles sabem respeitar. Será mesmo?



Existe um quadrinho muito conhecido chamado Red Sonja, que se passa no mesmo universo de Conan o barbaro, a personagem Sonja em sí fica com roupas minusculas nos quadrinhos e tem uma edição chamado Red Sonja vs. Thulsa Doom volume 2, onde Sonja toma banho de cachoeira, mostrando todo o seu corpo




Red Sonja não é a única, temos também Druuna, um quadrinho italiano de ficção cientifica que aborda o erotismo de forma muito mais explicito, mais do que os mangás e animes apresentam, temas como estupro também são abordados neste quadrinho.



Saindo dos quadrinhos pouco convencionais, vamos aos mais populares, em The Uncanny X-men, entre os volumes 269 ao 274, a personagem Vampira aparece com pouca roupa, há uma parte também, onde ela fica completamente pelada.





A grande verdade é que nestes casos, principalmente no caso de X-men durante os anos 80 e 90, assim como nos mangás, exploraram o erotismo e a nudez feminina para ajudar a alavancar nas vendas e não era tão controlado como hoje, devidamente a compra da Marvel pela disney, movimentos como #metoo, sucesso de filmes baseados em HQ com a criançada. Os quadrinhos ocidentais passaram a ficar mais agradáveis a todos os públicos e evitar problematizações. Mas dizer que ecchi é exclusivo dos mangás e animes e que quadrinhos ocidentais não tem é mito, conforme exemplificado neste texto.   

P.S. O post foi devidamente editado, nas imagens para evitar dores de cabeça, se quiserem ir atrás para ver sem censura, pesquisem pelos titulos que informei.