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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Animes de gore e violencia podem ser censurados?


Observação: Esse topico será constantemente atualizado, para acrescentar informação e ter uma compreensão melhor sobre o artigo.

Olá a todos, há dois anos atrás fiz um post sobre a onda crescente de problematizar mangás e animes e muitos se preocupam com uma possibilidade de censura, no Brasil, as chances são minimas devido a nossa constituição que permite que mangás e animes sejam transmitidos sem censura. Porem fica uma questão ainda mais complicada "E lá no Japão?", se um asteroide não bater na Terra, mas chocar no Sol, pode apresentar uma ameaça ainda maior, pois existe até grupos fora do Japão querendo regulamentar o conteúdo de mangás e animes dentro do território japonês.



A preocupação dos otakus não é relacionado ao ecchi, mas sim dela acabar se espalhando e afetar mangás e animes de outros gêneros como gore e violência que é outra coisa que muitos pais, psicólogos e governos tentam combater. Outra preocupação é animes com temáticas e mensagens controversos como por exemplo Ataque dos Titãs que um tempo atrás se envolveu em uma polemica, por fazer referencias ao nazismo. A preocupação pior não é só a censura, mas também da possibilidade que haja um grupo de censores composto de pessoas do ocidente para aprovar um anime, como por exemplo imaginemos que a produtora Sunrise lance um novo anime da franquia Gundam e os censores comecem a questionar com coisa como: "Por que tem um moleque menos de 18 pilotando um robô?", "Por que usar robôs e não naves?", "Por que usar humanos como inimigos e não alienígenas?", "Por que colocar mortes no anime?", "Por que o anime indica que tem continuação e não termina no mesmo episodio?" e assim começar a não só mexer com o conteúdo, mas também com a historia e até mesmo com o marketing do anime assim como foi no caso de Sakura Card Captors que a distribuidora Nelvana alterou toda a historia, incluindo mudar a protagonista Sakura por Shoran.


Possibilidades sempre pode existir, se vai acontecer não se sabe, porem a maior preocupação dos grupos ocidentais nos conteúdos japoneses é mais relacionados a ecchi e lolicon, não há por enquanto uma pressão por parte da violência dos mangás e na verdade acontece o contrario, animes como Hellsing Ultimate, Ataque dos Titans, Tokyo Ghoul, Berserk e outros do mesmo tema são muito bem elogiados. Recentemente estreou o anime Dorohedoro na Netflix que possui violência explicita e recebeu boas notas de criticos. Problematizações relacionados a outros temas controversos como foi com Ataque dos Titãs e outros animes como foi o caso do Rising of the Shield Hero foram esquecidas e não houve uma pressão para que haja uma censura por parte disso e inclusive já houve problematizações que até inclusive foram rebatidos, afirmando que não há problema nisso.


E assim chegamos ao ponto, se o Japão vai ceder ou não? Censura e regulamentação já existe por lá, animes inclusive tem horários para ser exibidos, mangás tem classificação indicativa de acordo com as revistas que são publicados. Recentemente o anime Nanatsu no Taizai sofreu uma censura onde o sangue ficou branco que fez muitos criticarem a qualidade do anime. O governo japonês já afirmou que não vai inserir censura no conteúdo deles, sendo a favor da liberdade de expressão. E até mesmo a constituição japonesa não permite censura:

"Artigo 21. A liberdade de assembléia, associação e discurso, imprensa e outras formas de expressão são garantidas.
Nenhuma censura deverá ser mantida e a liberdade de comunicação não poderá ser violada."

Fonte: https://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/constituicao.html


Apesar disso muitos ainda se lembram de outra lei que existe no Japão que não permite órgãos genitais nas obras, porem essa lei é bem mais antiga e existe até mesmo um politico querendo derrubar essa lei e até mesmo já foi eleito.

Atualização: Só um detalhe que esqueci de mencionar no post, nos mangás geralmente por ser preto e branco, a coloração do sangue é preto (dãa) também é uma brecha para evitar a possibilidade de censura, assim conforme mencionado no sangue de Nanatsu no Taizai que é branco, também games como Mortal Kombat o sangue é verde e as fatalitys são em preto e branco, já que tem lugares que liberam a violência quando o sangue estiver em outra cor.



Segunda Atualização: De acordo com o orgão de ética do Japão, eles não enxergam problema nenhum com o anime Redo of Realer e Goblin Slayer é perfeitamente adequado. O que reduz pra zero a possibilidade de haver censura no Japão:




Terceira atualização: Referente a jogos violentos, o que contradiz a constituição japonesa, pois tem censura, na verdade existe uma regulamentação exclusivamente apenas para video game e funciona como uma classificação indicativa. Jogos violentos até podem ser lançados no Japão, entretanto ao receber o Cero Z, eles limitam as vendas dos jogos, obrigando a distribuir em lugares específicos para o consumo do game.



Quarta Atualização: Em 2010 houve uma regulamentação imposta pelo governo (conhecido como lei 156), exigindo que mangás de genero lolicon e shotacon, inclusive personagens com aparências menores, mas que são adultas de acordo com o autor. Recebesse uma classificação, semelhante ao Cero Z, não permitindo a propaganda e as vendas dos mangás e dvds de animes ficassem restritas a lojas especializadas. Inclusive essa lei foi aprovada. E não afetou os mangás e animes de outros gêneros.



Quinta Atualização: De acordo com o video I went to a Real Anime Studio in Japan, uma pessoa visita a JCSTAFF, um dos estúdios de produção japonesa bastante conhecido e o presidente foi questionado se ouve as opiniões e criticas de fãs e a midia ocidental tem alguma interferência ao produzir novos animes? O produtor respondeu que por mais que os animes foram muito bem recebido no exterior, não existe qualquer interesse em produzir animes visando o mercado ocidental, para não descaracterizar o próprio estilo de produzir seus animes, entretanto estão cientes das opiniões ocidentais.

O vídeo você confere abaixo, a partir de 13:05:


Sexta atualização: Recentemente foi noticiado de que o Partido Comunista do Japão (PCJ) deseja regulamentar o conteúdo da mídia japonesa, mais especificamente de mangás e animes, entretanto a PCJ tem pouca relevância no Japão representando doze cadeiras na Câmara dos Representantes e treze na Câmara dos Vereadores que é considerado muito pouco e com a constituição japonesa dificilmente conseguira mudar algo. 

Setima atualização: Mais uma coisa que esqueci de mencionar é que o mercado de mangás e animes faturam e muito internamente no Japão, chegando a faturar 24 bilhões de dólares só com o consumo interno, externamente já faturou 100 milhões de dólares, inclusive ajudando o governo japonês e até mesmo usando elas para movimentos e causas positivas. O que faz ser difícil ou mesmo impossível de regulamentar ou censurar mangás e animes.

Oitava atualização: animes mais polêmicos como Goblin Slayer e Redo of Healer agora já vem com aviso informando sobre o conteúdo que pode chocar e que pessoas mais sensíveis não deve acompanhar ao anime.


Nona atualização: Reparei que nas discussões sobre censura, pouca gente sabe como funciona uma classificação indicativa, achando que ela não funciona e só serve somente para avisar sobre o conteúdo, pois independentemente da classificação, o material continua existindo. Entretanto não funciona dessa maneira, a classificação indicativa serve unicamente ter um controle sobre o conteúdo e ao mesmo tempo acabar com a censura, como um meio termo entre os dois. Quando uma obra (no caso mídia em geral, podendo se referir a animes também) recebe uma classificação para maiores de 18 anos, existe varias regras para exibir o conteúdo por completo, no Japão inclusive como já foi exemplificado acima, pode nem mesmo fazer propaganda do anime. O intuito é para desmotivar a produção de certos conteúdos nos mangás e animes. No Brasil as obras são exibidos somente em determinados horários, conteúdos pagos são liberados sendo opcional ter acesso ou não sobre o conteúdo.


Decima atualização: Para quem acha que somente ecchi vai ser censurado e não vai afetar outros gêneros como gore e violência. Na Austrália não só mangás e animes com conteúdos mais adultos que são banidos do território australiano, mas jogos violentos também. Aqui mesmo no Brasil já houve uma tentativa de banir qualquer conteúdo que tenha imagem ou referencia satanismo, porem foi barrado devido a nossa constituição.


Decima primeira atualização: De acordo com a publicação do Yoshinobu Yamada autor de Satanophany, está havendo uma seríe de restrições com material ecchi nos mangás e por conta disso, teve que modificar suas obras, para se adequar. O que não ficou muito claro se essa restrição é devidamente por conta das editoras ou do estado? Lembrando que existe a lei 156 mencionado acima que pode ter influenciado.

Decima segunda atualização: Recentemente saiu uma noticia de que o filme Coringa pode sofrer censura no Japão, devido ao ataque de um homem vestido de Coringa que ocorreu no Halloween. Entretanto o filme só poderá sofrer censura em midia aberta japonesa (tv aberta). Já serviços de streaming, DVD/Blu-Ray e Tv paga é exibido e consumido normalmente. Pois devido a constituição japonesa mencionado acima, não é permitido censura.

Então pra finalizar, podemos dizer que não, não existe possibilidade de censurarem mangás e animes de gêneros gore e violência no Japão. Pode ler seu mangá sossegado.


Para entender melhor como funciona a censura do Japão, recomendo este link: https://en.wikipedia.org/wiki/Censorship_in_Japan


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Entendendo por leigos: Problematização


Olá a todos, recentemente tivemos uma polemica em relação ao mangá Boku no hero academia, não quis comentar muito a respeito, pois não acompanho o mangá, nem o anime e ficar comentando a respeito, ficaria muito parcial, mas que a coisa foi tão feia que a China suspendeu temporariamente o mangá e o anime e o autor se pronunciou pedindo desculpas, coisa muito rara, pois é muito dificil ver pessoas da industria de mangás e animes comentando a respeito. Caso deseja saber mais detalhes sobre isso, peço que veja aqui e aqui. Por mais que o criador justifique o caso, muitos questionam o verdadeiro motivo da polemica, eu não quero ser o juiz, quem decide se deseja continuar a ler ou não é você que está lendo o texto.



Sem querer acabei de fazer uma problematização sobre o caso, mesmo sem expressar minha opinião. No ultimo trecho, já expressei minha opinião sobre problematização aqui. Porem infelizmente problematização é uma coisa muito complexo, muitos confundem com censura, apesar de que ao conversar com pessoas que fazem problematizações são contra a censura. Eu posso ter descoberto o que é problematização de verdade e posso tentar esclarecer.

Antes de tudo saiba que problematização na verdade é um exercício de critica, antes de tentarmos explicar sobre, você precisa entender sobre critica.


Uma critica é basicamente contar a sua experiencia de assistir um filme ou ler um livro, é igual a um amigo indicando algo que ele viu e gostou, acreditando que você vai gostar também. Um critico é completamente imparcial, não devendo expressar ou elogiar algo do seu gosto, isso é uma coisa particular somente dele, pois está falando com o publico, ele não vai recomendar um filme de romance, para uma pessoa que só gosta de filme de ação é ilógico, porem mesmo que a pessoa goste de ação e vai recomendar um filme de ação para ele, um critico não pode ignorar os defeitos do filme, pois até mesmo que goste, vai decepcionar, mas se a pessoa gosta muito da franquia, a ponto de ser fã de carteirinha, ela não precisa da critica, pois vai assistir ignorando os defeitos do filme, por mais que o filme seja ruim. A pessoa só pode ler uma critica em caso quando três filmes estreiam no cinema, porem a pessoa só tem dinheiro para ver um filme. É nessas horas que ela vai procurar uma critica, essa pessoa quer uma recomendação.


E não é só com o publico que o critico está dialogando, muitas vezes está falando com a produção do filme, quando um detalhe não está muito bom, ele orienta no que pode melhorar, as vezes citando exemplos de filmes bons que corrigiram em detalhes que prejudicaram o filme, para que a produção pode melhorar na proxima vez. É por isso que muitos até questionam quando o critico fala de coisas muito técnicas como a fotografia do filme, ele fala isso se referindo as chances que o filme tem de levar um oscar, pois a premiação é um tipo de status e ajuda a pessoa a receber novas propostas de trabalhos em novos filmes.


Agora que você entendeu sobre critica, vamos agora entender sobre problematização.

Primeiramente você deve entender que quem faz problematização, são os criticos. Uma problematização é um aviso sobre o conteúdo que pode chocar ou ofender alguém. Se você não se sente ofendido ou já está acostumado com isso é ai que voltamos na questão de indicar um romance para uma pessoa que gosta de ação, tem pessoas que assiste Goblin Slayer e não enxerga problema nenhum, porem tem pessoas que vão se sentir incomodadas ao assistir o anime, principalmente quem nunca viu um anime na vida, pois a pessoa pode até ter uma recepção inicial ruim dos animes e isso não é bom, pois ela nunca mais vai querer assistir outros que tem mais qualidade e de melhor aceitação, pois vai associar os animes com Goblin Slayer generalizando todos os outros animes, afinal se tem traço de olhos grandes e cabelo espetado, provavelmente vai ter ecchi também.



Quando uma pessoa faz uma problematização, ela está dizendo as chances que o anime pode ter de sofrer um drop (quando uma pessoa deixa de assistir ou acompanhar) por causa do conteúdo e nas piores situações sofrer censura em algum país, da mesma forma que quase aconteceu com Boku no hero academia, muita gente que problematiza não querem que isso aconteça, quanto menos os mangás e animes utilizarem algum conteúdo controverso, menos os críticos farão problematizações, mas também não quer dizer que qualquer obra está livre de sofrer uma problematização, infelizmente qualquer midia em geral pode ter interpretações diferente para os criticos, um autor pode falar A e o critico entender B, um caso foi com Viagem a Lua de Tintim, onde o personagem Dalton se sacrifica para salvar todos os tripulantes do foguete, porem teve pessoas que entenderam que Dalton havia se suicidado. Qualquer pessoa pode explorar um tema delicado, porem deve tomar cuidado com o que vai inserir, da mesma forma como lembro da palestra do Kenji Oiwa diz ser contra censura, mas se vai colocar lolicon e shotacon com ecchi fica dificil defender, mesmo que a ideia tenha partido do editor e não do autor, só pra faturar mais, a critica deve sair de peso contra o editor, pois isso pode prejudicar não só essa, mas também muitas outras obras de mangás e animes, só lembrando que sou contra censura também, porem muitos autores não devem se acovardar, cada autor tem liberdade de se expressar, senão viveremos em uma caixa, sem criatividade. Existe problematizações que discordo completamente como o caso Rising of the Shield Hero e Dr. Stone, você também é livre para não concordar com as opiniões ditas em uma critica e problematização, mas neste caso explique e argumente de forma educada por que não concorda, assim conforme informei no outro texto, caso o critico responda de forma grossa ou ignore sua opinião, sem responder com edução que não concorde. Não acompanhe mais suas criticas.



Para finalizar recomendo que leia esse texto sobre questionar uma obra que dá um ótimo complemento no meu texto. Bom problematização é uma coisa muito complexa, eu mesmo posso até estar falando só abobrinha no texto acima, mas eu tentei, caso não seja isso, comente nos comentários o que é problematização de maneira clara e objetiva.

Atualização: Pedi para o Jean "Kei" Badji do site Quadro X Quadro que entende melhor sobre esse assunto, para fazer uma analise do meu post, para verificar se meu texto está correto e se realmente é uma problematização? Ele me disse que não concorda 100%, uma delas é que um critico não precisa ser imparcial, pois a imparcialidade total não existe, mas sim transparência. Problematização de fato sim é um exercício de critica, quando uma pessoa problematiza, ela aponta um problema ou uma coisa controversa (Algo que pode chocar o leitor ou expectador de forma negativa) que enxergou em uma obra e quer discutir sobre ela, sobre o motivo do autor quis colocar algo controverso em um mangá ou anime (filmes, games e mídia geral entra nisso, como falei, nenhuma obra escapa de ser problematizado) e a razão disso ser tão controverso? O objetivo de um problematização é fazer o publico se refletir sobre esse assunto e de forma alguma desejar censura dela.

Como disse acima, problematização é muito complexo, nem o google, nem mesmo o dicionario ajuda muito, eu mesmo tive duvidas sobre meu texto, mas meu objetivo é esclarecer as coisas e me sinto com o dever comprido.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Os animes estão ficando muito pouco originais ou você que não gosta de ver anime?



Olá a todos, muitos fãs de anime aqui no Brasil tem reclamado muito da falta de originalidade nas historias, muitos falam que um anime lembra muito outro anime, por alguma situação que muitas vezes por mais que a historia tenha muitos elementos novos e uma temática completamente diferente, sempre tem um detalhezinho que vão apontar "isso me lembra anime X ou Y".

Recentemente fiz uma pesquisa sobre quais clichês em animes estão ficando cada vez mais saturados e cansados de verem, o que fiquei surpreso, não é que estão cansados ou muito exaustivo, mas sim, não gostam que usem essa formula ou elemento na historia.


Conforme mencionei no post sobre animes de mecha, personagens como Shinji Ikari são despreciados pelo povo, pois o publico brasileiro mais deseja mesmo é um protagonista mais confiante, por exemplo Goku de Dragon Ball é confiante e isso dá mais heroísmo, é um personagem que estamos acostumados a ver, além dos mais confiantes, gostamos dos anti-herois como Alucard de Hellsing, esses tipos de personagens também são clichês, mas são clichês que o publico brasileiro gosta. Note que nós brasileiros sem exceção vimos e mais vimos os super-herois, muitas vezes, antes de começar a ler mangá e ver anime. Superman é confiante e heroico, Batman tem um jeito meio anti-heroi (Não considero, mas chega perto), Wolverine, Arlequina, Deadpool anti-herois que pegaram gosto pelo publico nacional. Agora nos animes, um personagem como Subaru de Re: Zero é um personagem inseguro, tem medos e muitas vezes inútil, porem com suas mortes, ele corrige as cagadas que ele fez, nós nos espelhamos em personagens como superman e batman, pois gostaríamos de ser como eles e quem gostaria de ser o Subaru ou Shinji Ikari? Porem no Japão, personagens assim são mais utilizados, pois o publico japonês mais gostaria é se identificar com o personagem. Afinal se um inútil consegue salvar o mundo, você também consegue.


E esse não é o único ponto, há quem reclame que os shounens ultilizam da formula "poder oculto" que é onde um personagem fraco a medida conforme enfrenta um inimigo overpower (muito poderoso) consegue vencer, mesmo estando fraco, com algum poder oculto. Isso é um conceito que também muita gente não gosta que é do Deus Ex Machina, onde uma solução inesperavelmente milagrosa consegue resolver uma solução que é impossível de conseguir, o motivo de muita gente não gostar é que fica muito sem sentido e inexplicável, além de ser muito inverossímil, apesar de alguns casos explicam até depois que o heroi é de alguma profecia, escolhido ou mesmo é um demônio. Em contrapartida isso dá uma carga dramática do anime em mostrar que a razão do personagem principal precisa muito vencer a batalha como "Eu preciso vencer ou senão o vilão mata meus amigos". Em muitas discussões comentam que evitassem o recurso do Deus Ex Machina.


Diferentemente dos clichês de outras mídias, como por exemplo em quadrinhos brigas de super herois sempre teve, mas muita gente gosta e em games como a fase da água, irritante, porem desafiador não é tão criticado e odiável, pois ao contrario dos animes, estamos acostumados com isso e gostamos de historias assim.

O que podemos concluir é que infelizmente o publico brasileiro, nem todos, não estão cansados de ver a mesma coisa, só estão desinteressados em acompanhar um anime, pois não querem comprar um heroi como Shinji Ikari, pois esse tipo de personagem não convence. 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Entrevista: Jean 'Kei' Badji



Olá a todos e vamos dar uma variada em nossas entrevistas, além de entrevistar cosplayers, vamos entrevistar youtubers, pessoas de grandes portais de animes, criticos, dubladores, colecionadores e quem sabe até mangá-kás. E a pessoa que será entrevistado neste blog é Jean "Kei" Babji do site Quadro X Quadro um site que faz analise e criticas de animes.

Hey ho Let's go


1- Como conheceu esse universo de anime?

Conheci desde que me conheço por gente. Meu tio gostava muito de animes e durante a minha infância ele morava em casa. Então desde minhas memorias mais antigas eu tava assistindo algum anime com ele (se as minhas memorias não me traem, Fly foi meu primeiro anime)

2- Quais são seus animes favoritos?

É uma pergunta meio difícil hahah, vive variando.
Mas acho que hoje meus animes favoritos são Haibane Renmei, Katanagatari e Mawaru Penguindrum



3- Você citou Fly, quais são suas expectativas do novo anime? Lembrando que o classico terminou sem fim.

Sinceramente eu não tenho ideia do que esperar, mas é bem capaz de que eu goste pelo fator emocional, mesmo se sair um anime ruim (eu reassisti alguns episódios de Fly depois de adulto e achei bem mediano, mesmo ainda amando de coração pelas lembranças)



4- Muita gente comenta que os animes atualmente estão faltando com a criatividade. Você acha que é possivel melhorar futuramente?

Eu sei de onde vem esse tipo de pensamento mas eu não acho que está faltando criatividade nos animes de hoje. O que eu acho é que antigamente tinhamos tres fatores a nosso favor
1: A industria de anime produzia num nível menor que o formato de temporada que conhecemos hoje
2: Nós tinhamos acesso a muito menos coisas do que temos hoje, o filtro era maior.
3: Eramos mais jovens e menos exigentes com o que consumíamos.

Se for atrás de uns animes antigos que não tiveram destaque, a gente vai ver que sempre teve "tranqueira sem criatividade", mas toda época tem suas pérolas (dois dos meus animes favoritos citados vieram nessa última década)

5- Também está havendo um preconceito enorme com generos de mecha, isekai e esporte. Tem pessoas que só vê que são desse genero já ignoram e procura outro titulo que não sejam esses. Tem pessoas que acham que mecha é variante de Gundam e Evangelion, Isekai tem gente que acham que é variante de El Hazard e esporte bem... Tem gente que nem curte ver esporte nosso ainda mais um ficcional. O que você pensa sobre isso?

É uma pergunta complicadinha porque tem uma mistura de gosto pessoal com preconceito.
Eu mesmo criei uma preguiça por Isekais por ter me cansado da formula dos últimos que consumi, mas há animes e visual novels Isekais que gosto bastante.
Eu acho ok alguém deixar de ver algo por ser de um gênero que ela quase nunca consumiu e tem preguiça. Mas seria bom se todo mundo tivesse a mente um pouquinho aberta pra talvez se surpreender com alguma obra.

6- Agora vamos tocar em um assunto espinhoso, recentemente veio uma moda em alguns sites, blogs e canais do youtube em fazer problematizações em animes. Infelizmente muita gente não sabe o que é uma problematização e confunde muito com censura, pelo fato de que um anime, mangá, seríe tem conteudo que não é muito bom para uma sociedade. E as pessoas tem medo de que vão proibir algo que as pessoas consomem. (isso pq já houve um caso de problematização que a pessoa exijiu censura). O que é uma problematização de verdade?

Eu não sou um expert no assunto mas vamos lá:
Problematização é quando se identifica algo que se acreditar ser problemático numa obra.
Muita gente acha Nanatsu no Taizai problemático pelas dinâmicas de assédio do Meliodas (se eu consumi 10 episódios e 40 capitulos dessa obra foi muito, então não vou entrar em detalhes nesse exemplo)
Sobre confundir problematização com censura, é algo relativamente recorrente no Quadro x Quadro.
Escrevi na época de Goblin Slayer o porque eu achava problemática a cena de estupro do primeiro episódio, tentei deixar claro no texto que não acho que se há estupro numa obra automaticamente vira algo problemático, o que faz ser problemático ou não é a forma com que o tema é abordado. Também tentei deixar claro que se a pessoa gosta de Goblin Slayer e quer continuar assistindo ou lendo, tava super de boa, e mesmo assim não impediu de umas pessoas afirmarem que eu queria censurar Goblin Slayer de alguma forma.
O mesmo rolou quando teve uma crítica a Tate no Yuusha



7- Como você acha que vai ser a industria de anime daqui 10 ou 20 anos? Você acha que muita coisa vai mudar?

Eu imagino que muita coisa mude sim. As pessoas mudam, novas pessoas vão entrando na industria e outras vão saindo. Algumas coisas que fazem sucesso hoje podem ficar mais ofuscadas daqui a 10 anos. pode surgir um anime que crie uma nova tendencia...Cheio de possibilidades.
Eu só fico receoso que algumas vezes eu sinto que o modelo de produção de anime ta ficando um tanto insustentável em relação a quem trabalha na industria.
A gente ouve com uma certa frequência sobre problemas de funcionários que trabalham demais e recebem de menos (nem só em animes, claro) e recentemente o diretor de Hoshiai no Sora se abriu do porque o anime pareceu rushado e só teve metade da historia contada.
Talvez com o tempo aconteça aos poucos mudanças nesses modelos e daqui a 20 anos estejamos consumindo anime de uma forma diferente.

8- Você sabia que o mangá-ká Kenji Oiwa (autor de Welcome to NHK) durante a palestra no Ressaca Friends disse que tanto ele, quanto varios autores sentem incomodados com o excesso e ecchi e que deveriam dosar? Mas o motivo de inserir de forma excessiva é a estatistica de crimes sexuais no Japão é menor. O que você acha da resposta dele?

Não tava sabendo disso não. Ele disse que quanto mais sexualização na cultura pop menor o índice de crimes sexuais?
Eu realmente não manjo muito bem sobre isso. Já vi gente falando coisas parecidas mas também ouvi pessoas apontando pesquisas que dizem justamente o contrário.
O que eu sei é que cultura pop num geral tem poder de inserir coisas no imaginário popular, e isso pode vir tanto pra coisas inofensivas quanto pra coisas nocivas (tipo criar esteriótipos ruins) achei meio confusa essa colocação dele (pelo menos sem o contexto da entrevista toda).



9- Ainda falando em ecchi, atualmente anda reduzindo animes e mangás com cenas beirando ao fanservice ou ecchi aos poucos, mas estão reduzindo. O que você pensa disso? Você pensa que futuramente não haverá mais animes com cenas de ecchi ou fanservices?

Ecchi e fanservice são coisas que existem a décadas e eu duvido que algum dia desapareceriam por completo. Ainda mais que é uma das coisas mais fortes da cena doujinshi

10- Como surgiu o Quadro X Quadro?

No telegram tinham vários grupos derivados do grupo de ouvintes do podcast jogabilidade. Em um desses grupos sempre que alguém pedia recomendação de podcast brasileiro de animes a gente se via recomendando as mesmas coisas. A gente sentiu falta de mais podcasts de anime que tentem se aprofundar um pouco nas discussões e decidimos criar um. Com o tempo o Quadro x Quadro deixou de ser só um podcast e começou a ter textos também.

11- Pretende expandir o quadro x quadro para youtube e outras midias?

Eu tinha mais vontade de fazer isso antigamente, mas hoje por uma série de motivos não me sinto empolgado em mexer com edição de vídeo e colocar em outras mídias.
Mas se alguém do site pilhar a gente ta fazendo ahhaha
No final do ano passado a gente teve a ideia de desenterrar o instagram e usa-lo pra fazer umas analises rápidas de mangás brasileiros que compramos, mas essa ideia ainda não engatou de verdade

12- Ultimamente os eventos estão perdendo o foco nos mangás e animes e sendo mais focado em cultura pop em geral como quadrinho, seríes filmes, youtube e games. Consequentemente não há uma atração voltada a quem gosta de animes e que anime só tem de nome. O que acha disso?

Esse foi um dos principais fatores que me fizeram parar de frequentar eventos como Anime Friends a alguns anos.
Eu sei que, mercadologicamente falando faz mais sentido expandir mas eu sinto que pra mim, pessoalmente, as coisas estavam tão sem foco que quando chegava lá sentia que não tinha nada pra mim ali e não valia o preço.

13- Já fez ou pretende fazer cosplay?

Quando eu era criança/adolescente eu queria muito fazer cosplay, mas por ser negro e 95% dos personagens que eu gostava serem brancos eu tive vergonha e tentei fazer cosplay só de personagens que usam máscara ou se cobrem todo de armadura.
Acontece que fazer um cosplay que me agradasse com esses critérios era caro demais, então deixei de lado.
Hoje eu acho besteira e faria cosplay de qualquer personagem independente da cor de pele. Mas hoje não tenho muita disposição e ando focando em outras coisas. Mas eu tenho amigos dentro do meio e contato frequente com eles, quem sabe um dia eu não anime?

14- Tem pessoas que fazem cosplay de qualquer personagem independente da raça ou cor e tem movimentos promovendo a positividade e a inclusão na comunidade cosplay.
Isso poderia te motivar a fazer cosplay

Sim sim, eu conheço pessoas maravilhosas negras que fazem cosplays e eu acho super importante. Hoje eu não animo mais por estar com a cabeça em outros lugares.
O que reforça que esses cosplayers são super importantes pra incentivarem pessoas que estejam no pique de fazer cosplay no momento certo.

15- Pretende fazer coberturas de evento, criticas referente a eventos e o que elas podem melhorar para deixar mais agradavel no Quadro X Quadro?
Para deixar os eventos mais agradaveis

Eu não lembro se já fiz critica a eventos no Quadro x Quadro ou se foi numa conversa pessoal, mas não descarto a possibilidade.
Se tiver um evento que esteja acessível pra mim e com algo que gostaria de cobrir, iria fazer com certeza (se eu fosse rico e fluente em japonês, com certeza o Quadro x Quadro teria coberturas da Comiket no japão)

16- Quais conselhos você dá para quem for começar a fazer blogs, sites e canais de youtube com criticas e opiniões sobre animes?

Acho que as coisas mais relevantes que teria pra falar é:
1: Qualidade é melhor que quantidade. Não  faça algo que não goste ou deixe de fazer algo por causa dos outros. As vezes ter poucas pessoas legais consumindo o que você ta criando vale muito mais do que ter muitos seguidores que você não gosta.
2: Merdas acontecem, vai ter texto que não vai sair como planejado, vai ter podcast (ou vídeo dependendo do caso) atrasando e saindo de alguma forma que não te deixe satisfeito por uma série de fatores, mas uma hora sai algo legal então não desanima.

17- Possui outros sites além do Quadro X Quadro?

Eu tenho dois projetos paralelos em podcast. Um sobre videogames (Arkaico) e um sobre Jojo's Bizarre Adventure (Hamones, mas esse ta em hiato) atualmente.

18- Considerações finais

A gente terminou falando mais sobre temas em gerais do que sobre problematização no fim das contas haha.
Mas como consideração final eu queria dar mais uma tocada rápida no tema:
Eu sei que pra muita gente é só chato ver gente "problematizando tudo" (e as vezes é mesmo), mas tenta prestar atenção de onde vem essas reclamações e reflete se você acha válido ou não. Pensar mais nas coisas que a gente consome melhora a nossa forma de consumir e as vezes até nós mesmos como pessoa

Nota:
É que você já falou tudo com a pergunta que dei
Eu espero que com a entrevista já tenha exclarecimentos sobre problematizações, no caso podemos problematizar? Sim, mas censura não.

Nota do Jean: É isto. Jamais serei a favor de censura mas isso não inibe criticas.
Espero que tenham gostado do que balbuciei aqui, beijos (pode usar isso como consideração final se quiser ahuahua)

Confira também:

Entrevista: Lilian Carvalho
Entrevista: Nina Ferreira
Entrevista: Israel Barros
Entrevista: Bruna Dentello
Entrevista: Marina Tavares
Entrevista ao contrario José Maruseru

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Por que eu sou contra a censura?




Olá a todos e nem estou acreditando que exatamente há 2 anos estou escrevendo no meu blog (e quase ninguém lê) e tudo começou com um desabafo meu sobre problematizações, na época isso virou moda, porem muita gente enxergava isso como um "pedido de censura" e eu queria expressar minha opinião em algum lugar. Tentei montar um canal no youtube, mas não foi pra frente e então surgiu o meu blog que estava parado a um tempo e depois usei ele para expressar mais coisas das quais sempre quis expressar, quando o assunto era problematização, mas fui além e fiz diferente, indiquei obras muito boas para quem acha que anime é sempre ruim e não é bem assim. Dizem que funk não é cultura, cuja as letras falam de estupro, porem existe muitos funks positivos, animes são a mesma coisa, tem muito anime ruim, mas tem muito anime bom é preciso saber diferenciar e não generaliza-los. Fiz pesquisas de assuntos que as pessoas geralmente não abordam ou aborda de maneira muito imparcial, expressando a razão de tal gênero existir e até mesmo fazendo mythbuser.



Eu gostaria de aproveitar esse meu post, para me expressar minha opinião sobre censura, eu sou totalmente contra a censura, não é de hoje que os animes tem sido alvo de pais, religiosos e grupos que valorizam o politicamente correto, desde que Cavaleiros do Zodiaco estreou na Manchete, houve uma tentativa de censura, pois consideravam o anime extremamente violento para a criançada, se tem medo de que alguma criança possa ter acesso a um conteúdo, existe classificação indicativa, para que o conteúdo tenha acesso a uma pessoa que saiba diferenciar a realidade da fantasia, eu jogo Doom, um dos games mais violentos da historia, mas não saio por ai matando gente, só porque vi isso no game e achei legal, se uma pessoa mais velha não sabe diferenciar ou acha legal fazer isso na vida real é bom procurar tratamento psicológico, da mesma forma como animes, se um desenho japonês usa e abusa do ecchi é recomendado só pessoas mais velhas assista e acompanhe, caso o mesmo queira fazer a mesma coisa na vida real é bom procurar ajuda medica para o sujeito e deixe uma criança assistir animes mais infantis como Hamtaro, Onegai My Melody, Bananya, Poyopoyo Kansatsu Nikki, How to Keep a Mummy.


Existe um episodio de Os Simpsons chamado Comichão, Coçadinha e Marge, nela a Sra Simpson não concorda com o conteúdo exibido no desenho que Bart e Lisa gostam de assistir, a coisa piora quando Maggie imita uma situação vista no desenho e por esse motivo, ela faz barulho exigindo a censura do desenho e de fato consegue, temos como consequência o desenho Comichão e Coçadinha passa a ficar mais infantil e as crianças começam a achar chato e sem graça ao ser questionada que isso poderia prejudicar a industria, ela aparentemente demonstra não se importar. Entretanto em uma ocasião a estatua nua de Davi, de Michelangelo saí para turnê para Springfield, muita gente é contra essa escultura, menos Marge, pois ela tem uma visão diferente sobre arte e então ela percebe que estava sendo hipócrita e decide tirar a censura de Comichão e Coçadinha e devolver a liberdade criativa do desenho. Nesse episodio, faz uma critica a censura, pois ao proibir uma coisa que não gosta, pode proibir algo que você gosta, não importa o quanto você não goste de mangá e anime. Se você gosta de video games ou quadrinhos americanos, isso poderá chegar até você, pela mesma proibição que você pediu tanto a Deus para que tenha nos animes e da mesma forma que a Marge foi hipócrita, você também estará sendo.



Daí então você chega e me diz "Mas Maruseru! Só os animes com fanservices, ecchi, lolicon e shotacon serão censurados, porem conteudos como gore e violencia serão mantidos, Cavaleiros do Zodiaco, Sailor Moon, Dragon Ball e Gundam vai continuar existindo e vão existir com novos animes e muitas obras do mesmo genero, pare de paranoia!" E é ai que você se engana amigo, para principio de conversa, você sabe diferenciar fanservices e ecchi, com nudez de forma artistica, dentro do contexto da historia? Um exemplo famoso é o caso da Caska em Berserk que não é fanservice, nem ecchi, foi uma cena, onde dá um climax dentro da obra e dá a motivação de Guts para lutar contra Griffth. Segundo saiba que Cavaleiros do Zodiaco e Sailor Moon tem personagens principais menores de 18 anos e situações como Shiryu tirando a armadura durante o combate e as cenas de transformação das Sailors, (isso sem falar do final de Sailor Moon Stars) podem ser consideradas lolicon e shotacon e terceiro você não acha que isso pode abrir precedente para que outros orgãos de censores, se aproveitarem de uma brecha que foi ao probir os fanservices, para proibir cenas de violencia? E isso nem é o pior, podem até mesmo mexer com a criatividade artistica dos autores, inclusive coisas culturais no Japão que podem ser normais para eles, mas ofensivos para outros países como Saint Onii-san, até mesmo tem países que consideram até mesmo um beijo como algo muito intimo como sexo.



Aqui mesmo no Brasil quantas tentativas de censura contra mangás, animes e games foram barrados? Incluindo o caso recente do beijo gay na revista da Marvel que tentaram diversas vezes de censurar, mas em vão? Tudo graças a constituição que garante liberdade artística, agora imagine se a constituição for derrubada, quantas pessoas vão se aproveitar para ressuscitar aquela lei que foi barrado, por ser inconstitucional?


Para finalizar muita gente era contra a ditadura militar, pois entre as coisas ruins foi a censura, não acha que sendo a favor de censurar um conteúdo nocivo, você não está sendo igualmente as pessoas que você era contra?

sábado, 16 de novembro de 2019

Aprendendo a ler e ouvir a opinião dos outros



Olá a todos, esses dias fiz uma problematização comentando sobre a shounen jump, a qual as editoras tem muito controle sobre as obras, muitas vezes até os editores bancam o "autor" do que o mangá-ká na verdade. Passado uma semana desde a publicação vieram comentários e discussões. Eu ouvi e lí todas que concordaram e discordaram, ao contrario de muita gente que problematiza ignora muitos comentários, incluindo um que afirmou "otaku não aceita ser discordado", os argumentos que refutaram minha opinião tiveram muito mais razão e até passei a concordar e aceitar.

Entre as alegações, foi dito que ao invés de melhorar, pode piorar ainda mais a criatividade e liberdade dos mangá-kás, pois tudo será modificado com um intuito de agradar outro tipo de publico, pode ser que sim que venda, mas muitas vezes o autor gostaria de uma trama mais escapista, apenas para descontração e obrigam a inserir algo mais politico, para fazer os leitores a pensarem e muito. Outro problema grave que pode acontecer principalmente com editores ocidentais vai ser com a aparência dos personagens, personagens com aparência mais infantil, podem ser descartados, exigindo que o protagonista tenha a aparência de 20 anos e eliminar qualquer ambientação colegial, com o argumento de que isso pode influenciar a pedofilia, sendo que uma das coisas mais legais de historias shounens é que o herói tem a mesma idade de seus admiradores. 

Eu ainda mantenho a postura que devemos SIM, ter editoras femininas na shounen jump, devemos SIM ter igualdade de gêneros em todos os lugares, porem que saiba o publico alvo da revista e não tire a essência do proposito dela, sem que haja censura, assim como também um editor ocidental deve ter. Pois se o Battle Shounen que pode até estar desgastado, mas se ainda vende (e de fato vende), não devemos remover ele das historias. A medida conforme o tempo passa, novas formulas podem ser testadas e inseridas, caso funcionar.




sábado, 9 de novembro de 2019

Já está mais do que na hora da Shounen Jump ter editoras mulheres



Olá a todos e será que eu fiquei maluco e estou começando a lacrar? Para inicio de conversa, conforme eu falei eu "problematizo" os "problematizadores" principalmente quando eu discordo de alguma opinião ou percebo que a pessoa não pesquisou muito a fundo para fazer a sua problematização. Porem recentemente houve um burburinho da shounen jump por causa da ilustração de Yuuna com os mamilos de fora e isso levou a questão da possibilidade da shounen jump contratarem editores mulheres na revista.

Recomendo que leia este link para entender essa historia: https://vocesabianime.com/capa-ecchi-de-yuuna-san-levanta-questionamentos-a-jump-sobre-contratar-mulheres-pro-cargo-de-editoras/

Para quem não sabe quando se publica mangás, funciona da seguinte forma o mangá-ká faz a historia e a arte e apresenta na editora o seu mangá, lá um editor faz um analise da obra se pode ser publicada, caso for rejeitada o editor fala dos erros e sugere pontos a melhorar, como uma critica construtiva, para que o mangá ganhe sinal verde para a publicação e é ai que mora o perigo, muitas vezes editor sugere e indica coisas que muitas vezes até mesmo estraga a obra, há dois casos famosos uma em Yu Yu Hakusho, a historia seria uma comedia-romantica espiritual, porem o editor sugeriu que ele tivesse elementos de Dragon Ball, o criador teve que ressucitar o Yusuke Urameshi e colocou elementos de RPG, como a saga de Suzako no inicio da trama, porem o mesmo exigiu que tivesse um "torneio das trevas" semelhante ao torneio de Dragon Ball, para que assim o mangá engate e venda horrores. Outro caso foi o citado Dragon Ball. Akira Toriyama queria encerrar na saga de Freeza, porem como o mangá vendia muito bem no Japão, os editores exigiam que o mangá-ká continue. Recomendo muito que leia ou veja o anime Bakuman para entender melhor como funciona.



Devidamente os editores da Shounen Jump ser formado 100% por homens, muitas vezes as visões podem acabar ficando muito machistas e ultrapassadas, pois alguns colocam visão do tipo "Se esse mangá deu certo fazer isso, por que não fazer com esse também?" e como consequência muitas reclamações principalmente do publico ocidental que inclusive dá mais lucro da Shounen Jump afirmando que os mangás estão com pouca originalidade e apelando para o ecchi para vender. Com editoras mulheres podem dar sugestões melhores para os mangá-kás, como por exemplo se um quadrinho tiver muito ecchi, a editora pode dizer assim "Olha, tem muito ecchi no seu mangá, por que não publica ela na revista Seinen ou revista dedicada a Ecchi?" Eu acredito que na minha opinião quando um mangá-ká for entregar seu mangá para dar uma avaliada, deveria ter três editores para avaliação. Um editor masculino para dar sua visão de mercado, uma editora feminina para dar sugestões e indicações para a historia e porque não um editor "ocidental"? Para dar sua visão de mercado para agradar tanto o Japão, como o mundo. Após os três lerem, ambos fazem uma discussão e dar uma resposta com uma sugestão e indicações para que o quadrinho ganhe sinal verde. Se um editor japonês falar que não iria vender e os outros dois editores responder que gostou muito da historia e não precisa alterar nada, podem chegar e falar "vamos arriscar", se não vender, vamos tentar fazer de acordo com a ideia do editor masculino japonês.


Atualização: Só para reforçar o fato que editores tem controle sobre a historia, tem um artigo que mostra a rotina de Rumiko Takahashi e ela conta que ela se reúne com os editores sobre os rumos da historia, embora tem muita gente que acha que é tudo culpa do mangá-ká e não dos editores:



quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Minha opinião sobre as problematizações




Olá a todos, vocês que acompanham meu blog, sabe que comento muito sobre a questão das problematizações dos animes que ocorrem tempos atrás, desde que começaram a questionar muito a exposição desproporcionada do corpo feminino em material japonês, mais tarde questionaram muito de algumas abordagens como o caso de Tate no Yuusha e o nazismo em Attack of Titans, alguns exagerando dando entender que exija uma censura ou que haja uma regulamentação entre os mangá-kás, falando o que pode e o que não pode colocar em suas obras e até mesmo falei das consequências que isso pode acontecer.



O curioso é que a problematização se tornou uma coisa recente (não estou dizendo que não haviam problematizações tempos atrás, mas para termos de animes, sim é algo recente) bastou uma fagulha que fez todo mundo gostar disso e expressar suas problematizações seja em sites, blogs e até mesmo em youtube, meio que virou moda isso.

Um caso conhecido foi de uma youtuber famosa, que utilizou em seu dialogo "Eu quero que isso acabe!", deixando a entender que quer censura, ao ser questionada sobre isso, negou que quer censura e ainda afirma que ficaria muito triste se isso acontecer com os mangás e animes.

Outras pessoas que problematizam e chegaram a apoiar de que haja uma censura, argumentam que isso pode ajudar a fazer com que "melhorem" os animes, deixando mais agradável e atrativo de assistir, pois fariam que os mangá-kás usassem melhor a sua criatividade, para desenvolver suas historias e personagens, da mesma forma que humoristas sejam mais criativos em realizar as suas piadas, sem usar elas de temas muito sensíveis que pode desagradar e ofender muitas pessoas.


O fato é que problematizar virou sinônimo de censura infelizmente e muitos olham torto para esse tipo de coisa e com razão, ninguém aqui quer ser obrigado a assistir uma coisa que eles querem que você veja, todos temos livre arbito
para assistirmos, mesmo que essa obra seja ruim.

Mas afinal você sabe o que é problematização?

Problematização:

Ação ou efeito de problematizar, de dar caráter de problema a: problematização da fome no Brasil.
Ato de colocar dúvidas e questionamentos em: problematização da fala do presidente.
Ação de fazer com que algo se torne problemático, complicado: problematização de um assunto.

Fonte: https://www.dicio.com.br/problematizacao/



Acredito que problematização seja a segunda parte do dicionario, questionar e debater sobre um assunto, muitos dos meus textos, eu problematizo as problematizações de outras pessoas, até mesmo uma discussão se os filmes de heróis são apenas um modismo e que uma hora vai acabar, sendo substituído por outra adaptação de alguma mídia seja game ou anime, pode ser considerada uma problematização.

No caso das problematizações de animes, tem pessoas que problematizam bem e outras problematizam muito mal e conheço muita gente que problematizam de forma muito ruim.



Como a mencionada censura, ninguém pode problematizar exigindo censura ou regulamentação, todo mundo tem liberdade de expressar e é através dessa liberdade de expressão que te dá o direito de problematizar ao invés disso, indique obras muito boas que ninguém ficará incomodado ao assistir. O universo animangático é muito rico e tem muitas obras que foge de vários clichês é só pesquisar.

Reclamar porque alguém discorda da sua problematização também demonstra que você problematiza muito mal, todos temos livre arbitro de concordar e discordar independente das problematizações mostradas e isso faz que você exija respeito, porem não respeita os outros.

Problematizar sem fazer pesquisas para tentar entender a razão daquilo ser problematizado, também é uma péssima problematização, pois você estará abordando de forma muito parcial e pior demonstra que você é preguiçoso e está fazendo isso só para ganhar ibope.



Uma recomendação de uma problematização imparcial é um vídeo dividido em três partes sobre fanservice nos animes, que você pode ver a parte 1, parte 2 e parte 3.

Caso você leitor, encontre alguma problematização que seja uma das três apresentados acima, simplesmente não dê audiência a ele, não visite, nem acompanhe e se for youtube se desinscreva é a melhor opção, porem não fique enxergando as coisas apenas de um lado, tente ouvir o outro lado também e procure entender o motivo de estarem problematizando, se possível argumente, mostre provas, caso discorde da opinião, assim o mundo caminhará mais pacificamente.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Toda a polemica por trás de Castlevania Lords of Shadows




Olá a todos, fiz um texto sobre a questão sobre ser fã, onde muita gente fala que é mais ou menos fã só por não gostar de algo ou não ter material relacionado a franquia e nela comentei sobre o caso Castlevania que tive momentos bons e ruins com ele. Recentemente saiu um video do Master Alucard sobre Lords of Shadows, onde reacendeu a polemica sobre se Castlevania Lords of Shadows não se parece com Castlevania. Eu estarei aqui para fazer uma retrospectiva dos fatos sobre a trilogia Lords of Shadows e o motivo de ter sido tão controverso e ter causado treta e dividido os fãs da saga, tornando tão desunida.



Há 10 anos, uma imagem chamou muita atenção sobre o anuncio de Lords of Shadows, onde tinhamos um personagem que usava uma corrente, posteriormente de combat cross e muitos acharam interessante pela similiaridade com Castlevania; No mesmo ano na E3 saiu o trailer do game e para a surpresa de muitos o jogo saiu como parte da franquia Castlevania, enquanto muitos comemoraram, outros olharam com um certo receio, pois não teria Koji Igarashi na produção e produzido por um time 90% ocidental, cuidando de uma franquia japonesa, 90%, pois os outros 10% foi feito por ninguém mais e ninguém menos que Hideo Kojima, a mente por trás de Metal Gear Solid.

O medo se confirmou com um surgimento de um video que revela que Koji Igarashi havia sido retirado da franquia permanentemente.



O texto do video foi traduzido na epoca, pela extinta Castlevania Obra de Arte:

O video faz alegações muito fortes. E por isso, procurei fontes das informações, sobre essas alegações.
Por enquanto, consegui comprovar uma delas. MAs primeiro, um resumo do que o video, o site de onde o video se originou e foruns sobre isso alegaram.
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1° Segundo ele, Koji Igarashi foi removido permanentemente da saga Castlevania. A Konami estaria com ele para trabalhar em outros jogos. Mas ele teria sido removido devido ao fracasso de Castlevania Judgment, e devido a vendagem de Order of Ecclesia que, apesar de ter sido alta. Não foi o que a Konami queria que fosse.
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2° Michuru Yamane (pelo que entendi do áudio) não saiu da Konami para compor como música profissional. Michiru saiu por ter ficado DESCONTENTE a saber que o game da próxima geração de consoles não teria seu nome. Que ela não iria trabalhar na trilha sonora. Sendo que ela ESTAVA CONFIRMADA POR IGA para trabalhar no Castlevania Next-Gen, que foi cancelado.
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3°Ayami Kojima, que é famosa por ser muito amiga de Michiru, não saiu da Konami, mas, para a nossa "alegria". ESTAVA CONFIRMADA POR IGA para fazer a arte do novo Next-Gen que foi cancelado. E ela também foi removida da equipe. Ninguém nem sabe o que ela está fazendo na Konami.
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4° Hideo Kojima declarou que seria um "reborn" da série, porque, ele pretende (e quando Kojima quer, a Konami faz) não apenas fazer um spin-off ou um game inovador. Ele quer recomeçar a série e APAGAR tudo que ja foi feito antes. Ele quer DESCONSIDERAR 100% DOS JOGOS CASTLEVANIA DA SÉRIE, que foram feitos desde que a série existe. Fazendo o ponto de partida da série como Lords of Shadow e deixando todo o resto como Alternativo.
5° Para fazer isso. Hideo Kojima foi o mentor da remoção de Koji Igarashi, Michiru Yamane e Ayami Kojima da série Castlevania. A discussão se Sonia é oficial ou não. Se Judgment é oficial ou não. Estaria terminada. Nenhum game seria oficial. Apenas os games que ele faria de agora em diante.
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6° O game foi criado com a idéia original de Gabriel NÃO SER UM BELMONT. Do Lorde das Sombras NÃO SER DRACULA e da Combat Cross NÃO SER o VAMPIRE KILLER. Porque Kojima não quer NADA, ABSOLUTAMENTE NADA da série antiga. Talvez porque ache que nada existe de aproveitável nela.
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7°Porém, devido a forte pressão dos fãs, criticas e vontade de saber quem seria o que. Dave Cox (que cuida do roteiro que é supervisionado por Kojima) acabou colocando DE ULTIMA HORA o nome "Belmont" em Gabriel. E só isso. Não há menção a Drácula. Nem a Vampire Killer.
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8° Por ultimo, o game teria uma visão totalmente ocidental e americana. Para apagar de vez a influência oriental que castlevania recebeu. Dubladores são atores americanos famosos. Gabriel possui feições ocidentais medievais. E assim por diante. Nada, NADA de japonês.
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Destas alegações. Quanto a cronologia, está confirmado.
Fonte: http://ps3.ign.com/articles/101/1016610p1.html
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Dia 31 de Agosto, Dave Cox, em entrevista a IGN, afirmou que o game não irá seguir nenhuma cronologia da série. Será um game novo, com uma cronologia nova.
Ou seja, a ideia de "reborn" é, inclusive, apagar da existência o que ja foi criado antes. Incluindo os jogos "old school" e os jogos "era IGA". É deixar todo o resto, como resto. E fazer de Lords of Shadow, um novo recomeço da série.
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Se isso for REALMENTE verdade. (leiam duas vezes o que eu disse em negrito) Só posso dizer uma coisa. Que é o que a própria Konami quer:
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Castlevania: Nasce em 1986. Morre em 2009.
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Castlevania Lords of Shadow: nasce em 2009.
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Como eu já dizia. De Castlevania. Só tem o nome.
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Os fãs de Castlevania após lerem isso, começaram a ter um odio pelo game e com razão, eu na época, também fiquei e planejaram um boicote contra o novo jogo da franquia, outro grupo de fãs, consideraram a decisão mais que acertada, acreditando que a franquia já deu o que tinha que dar e tinha que dar uma renovada ou iria morrer e usaram varios argumentos para validar a decisão de Hideo Kojima e que os fãs deveriam aceitar e como consequencia gerou uma treta entre a comunidade Castlevania ou você é fã de Lords of Shadows e a classe fã de Symphony of the Night te odiaria ou você é fã de Symphony of the Night e a classe fã de Lords of Shadows vai te odiar. Até mesmo se você fizer uma unica critica construtiva de Lords of Shadows, esse povinho iria te chamar de "escravoceta do Igarashi". O curioso é que esse video até apareceu no forum oficial da Konami e ninguém se pronunciou afirmando ou negando.

Para piorar a medida conforme o jogo foi anunciando, mais e mais o jogo ficava estranho, com a ambientação dando mais foco a fantasia, misticismo e ao medievalismo épico a la Tolkien e muito pouco se falava ou mostrava algo que lembrava Castlevania, como o castelo e a ambientação sombria e terror que sempre foi algo presente (lembre-se Castlevania tem mais de 30 anos e quem jogou desde os classicos e até o Symphony of the Night estão acostumados com a ambientação que esse game nos presentiou) e foi ai que começaram a argumentar que Lords of Shadows não se parece com Castlevania, já o time que defendem o game, diz que o Lords of Shadows é mais Castlevania que o Symphony of the Night e ainda pediram para todos esperar o game sair, antes de ficarem julgando.

Finalmente o game saiu e infelizmente mais e mais tretas e discussões ainda rolavam entre grupos de discussões entre os fãs da seríe.



Após o lançamento, foi revelado que o Castlevania Lords of Shadows era para ter sido um remake do 1° Castlevania do nintendinho, porem o projeto foi evoluindo a ponto de fazer um reboot:



O produtor até informou em entrevista o motivo de querer fazer um reboot:

Lords of Shadow é um rebirth ou faz parte da cronologia?
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David: Não faz parte da "chamada" cronologia. Não o fizemos assim porque, se fizessemos, sabiamos que iriamos ficar metidos em uma caixa, sem muita criatividade e não queriamos isso. Muitas pessoas não entendem a cronologia, até mesmo os fãs - muitos não entendem. E queremos trazer gente nova pra série, para torna-la maior. Pessoas que nunca jogaram um Castlevania antes poderão pegar este jogo. E achamos que, se usassemos essa historia que está evoluindo e evoluindo por tanto tempo, as pessoas iriam deixar o game passar.
Ao mesmo tempo, não queriamos alienar quem ja jogou Castlevania antes. Então, tivemos que ter sentimentos de por algumas coisas que liguem ma série, para os fãs terem sentimentos de "Oh meu Deus! Eu lembro disto! Oh Meu Deus! Eles colocaram aquilo!". Mas ao mesmo tempo, jogadores novos não vão apenas "eh". Essa é nossa abordagem. È como Casino Royale. É bem similar. Tem varias coisas "James Bonds" ali. Uma coisa aqui, outra ali. E você pensa "que legal que eles fizeram isso." Mas ao mesmo tempo, é um filme solo. Dentro de sua própria história. Então, isto É um Rebirth, definitivamente. Não segue a cronologia. Não é, como as pessoas usam a palavra, canônico. Não é canônico. É um game original. Quase uma carte de amor aos originais e classicos "Vanias. É este tipo de jogo que eu cresci e aprendi a amar. Usamos ele como inspiração para este título. Então, irá ver várias coisas dos classicos "vanias neste jogo.
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A ideia é criar uma nova franquia?
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David: Não. Sentimos que a série já foi tudo que podia ir com seu estilo atual e sua iteração atual. Mas para algumas coisas continuarem evoluindo, você precisa mudar. Mudar as vezes é dificil. O primeiro choque de mudança realmente pode ser "Oh meu Deus eu não gosto disso" Mas eu acho que, se você coloca coisas familiares que as pessoas gostem , pode atrair mais pessoas assim se tiver boas historias, personagens interessantes, um gameplay legal e ótimo visual. Eu acho que a mudança não irá parecer tão ruim quando o game sair. Acho que as pessoas vão ver algo familiar nele, e algo novo. Quero mostrar a vocês mais. Quero falar a vocês mais. Mas, enquanto não verem tudo, não irão entender tudo. Então, terão que acreditar em mim [rindo].

Fonte: https://www.videogamer.com/xbox360/lords_of_shadow/preview-1974.html

Dois anos depois foi anunciado a sequencia Castlevania Mirror of Fate, o jogo foi uma tentativa de agradar os fãs da era classica, deixando uma ambientação mais proxima, principalmente dos Castlevania pós Symphony of the Night, porem havia uma outra questão, além da fidelidade da obra.

Não haverão mais games se passando pelo universo classico?



Essa duvida foi feita, pois acreditava-se que uma franquia quando sofre um reboot não pode voltar, pois isso era como se fosse uma regra do reboot e outro motivo é que não havia produções ou obras que voltaram ao universo classico, após o reboot, haviam sim obras, porem eram questionaveis e colocando como exemplo, gerava mais discussões e lenha na fogueira, muitos fãs queriam um novo game se passando pelo universo classico, pois tinha coisas na historia que estavam em aberto e o Koji Igarashi prometeu que iria revelar tudo e até mesmo com um jogo se passando em 1999, adaptando aos eventos que foram narrados em Castlevania Aria of Sorrow. Os fãs que defendem o Lords of Shadows comentam que tem muitas produções tanto em games, quanto outras midias que finalizaram em aberto, como por exemplo Dino Crisis e mais uma vez pedindo para os fãs aceitarem.

Em 2014, após o lançamento de Castlevania Lords of Shadows 2, Koji Igarashi saiu da Konami revelando algumas informações que contradiz o video acima em entrevista ao site Kotaku.

“Teria sido difícil, com o estúdio sediado na Europa e eu no Japão e já que a nossa qualidade de jogos 3D não era muito alta, não era nosso trabalho dizer ao pessoal da Mercury Steam como fazer um. Eles tinham experiência”

Em 2018 foi anunciado Devil May Cry 5, que após o reboot em 2013, foi anunciado a sequencia de um universo original, caindo assim por terra, o argumento de que uma franquia após o reboot, não deve retornar ao universo antigo.



Em 2019 foi lançado Castlevania Grimorie of souls para celular que trás uma historia inedita com base do universo classico, apesar de haver discussões se o game é canônico?

Muitos ainda criam teorias sobre as coisas em aberto do universo classico de Castlevania, como por exemplo o motivo dos Belmonts não tocarem na vampire killer, porem houve uma informação em que existe uma entrevista de Iga, onde afirma que uma das razões do sumiço dos Belmonts, se deve ao fato que Ritcher havia ficado com vergonha de ter sido controlado por Shaft e ter ultilizado a vampire killer para o mal, fazendo com que ele ficasse a posse do dark lord. Por essa razão ele passou a vampire killer para os Morris.



Infelizmente não consegui achar essa suposta entrevista.

 P.S. O link da entrevista de Dave Cox está quebrada, pois foi feita há 10 anos atrás.