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segunda-feira, 3 de junho de 2019

5 mitos dos grupos cosplay



Olá a todos, esses dias estive conversando com algumas pessoas que participam de grupos fechados de cosplays as quais tinha muita duvida, essa era uma tendencia que estava crescendo de uns tempos pra cá, porem já ouvi historias de tretas dentro do grupo, muita gente aconselha a não entrar, já vi pessoas recusarem convites de grupos com o argumento "não quero participar mais de grupo nenhum". Bom já fiz parte de um grupo fechado e tô participando de outro, nessa conversa muitas coisas faz sentido, coisa que achava legal no grupo, na verdade não passava de um mito, por esse motivo estou aqui pra desmistificar as coisas que o pessoal acha de bom de grupos fechados. Não estou aqui pra desmerecer os grupos abertos e fechados, mas para não ficar chateado ou triste porque não foi convidado ou recebeu uma recusa a sua participação, você mesmo pode se destacar sozinho, sem interferência dos grupos.

Grupos Cosplays tem discussões e debates sobre o anime base do grupo.

Essa é a principal coisa que faz o pessoal se interessar em grupo, muita gente acredita que entrar em grupo fechado está reunindo com pessoas que tem gostos em comum e podem falar sobre o anime a vontade com pessoas que também curte e saber coisas que nem sabia. Entretanto saiba que isso é um dos maiores mitos de grupos principalmente fechados. Raramente se fala do anime (ou quadrinho, filme, game, etc...) a maior prova é dos dois grupos que participo. Quase não falamos, apenas assuntos do dia-a-dia, desabafos, fofocas, eventos e cosplays.

Agora quero abrir um parentese, pense você se você fizer parte de um grupo cosplay de um anime ou filme onde tem assuntos muito controversos que criam grande discussões, não daria causaria muita confusão? Coisas como midichlorians do Star Wars, Seiya ser promovido a cavaleiro de Sagitário em Saint Seiya Omega, Lords of Shadows de Castlevania. São coisas que os fãs evitam muito comentar, para evitar briga e coisas assim podem resultar até mesmo no fim do grupo. Porem se você é fã, faz cosplay desse anime e gostaria de estar com pessoas que também curtem, tem muitas comunidades do facebook dedicados ao anime e você pode debater o assunto que quiser com eles (De preferencia comunidades confiáveis, com regras que respeitem bem, inclusive os cosplayers, com punição para quem desrespeitam e sem trollagem. Caso não tenha exija isso para algum ADM ou crie um próprio para isso.).

Pessoas tiram mais fotos se estiver com o grupo cosplay do anime.

Outro mito, só porque está com um grupo cosplay, não significa que vai ter mais pessoas interessadas em tirar fotos. Já fiz um grupo "aberto" de Cavaleiros do Zodiaco em um evento grande e poucas pessoas tiraram foto. Só teve mais fotos em estudios, a unica coisa boa mesmo é que tivemos mais interatividade com as pessoas dentro do grupo, mas tirando isso é quase a mesma coisa que fazer individualmente. Por isso mesmo que comentei acima, você pode se destacar mesmo sozinho.

Grupos não podem tirar fotos de cosplayers individuais que não participam dos grupos.

Isso acontece até mesmo fora de grupos cosplays, são pessoas que se acham que só elas mesmas podem fazer esse cosplay e por inveja, se sentem incomodadas quando aparece algum cosplayer idêntico e começa apontar defeito. Já presenciei cosplayers de grupos fechados fazendo photoshoot com pessoas que fazem cosplay do mesmo anime, porem de forma individual, pois eram muito amigos. Se uma pessoa de um grupo recusar a fazer isso, seja em eventos ou photoshoots, tenha em mente que essa pessoa "não" é seu amigo de verdade e não gosta de você por algum motivo.

Alias recomendo esse artigo sobre cosplayers que se acham donos do personagem: http://www.beaalexcosplay.tk/ninguem-aguenta-mais-cosplayer-que-se-acha-dono-de-personagem/

Quem não faz parte de grupo cosplay é poser!

Isso não é só mito, é uma cagação de regra, e uma das maiores intrigas e tretas na comunidade cosplay, gente que usa o argumento de que grupos cosplay é status para se tornar fã e quem não faz cosplay é o que então? Gente que se recusa a tirar foto com cosplay identico e que usa esse tipo de afirmação é gente invejosa que tem medo que outra pessoa se destaque mais que ela no cosplay e isso só demonstra que a fãbase do anime é toxica. Por isso você que tem grupo e vê algum com um cosplay idêntico a você, não seja um babaca, vá tirar foto junto com ele, elogie o trabalho dele, seja amigo dele.

Grupos cosplays ajudam a dar mais fama ao cosplayer

Agora voltando para os que querem fazer parte de grupos, infelizmente tem pessoas que querem entrar com esse intuito e não recomendo, pois isso só demonstra que você só quer atenção e isso é muito anti-etíco dentro da comunidade cosplay. Fama e sucesso são apenas uma consequência dentro do cosplay e se acha que pessoas só conseguiram esse mérito, apenas por participar de grupos, conheço pessoas que se destacaram e muito de forma solitária, fazendo cosplay de anime que tem grupos por ai.



Finalizando participar de grupos cosplays, muitas vezes te limita de muitas coisas, tem ocasiões que você só pode entrar com um cosplay de um personagem que não gosta e fazer de forma individual, você terá muito mais liberdade de fazer o cosplay que se sinta bem. Participar de grupo, não vai render um elogio do criador (Tem autor que tá nem ai para os fãs) e também há muitas desvantagens, basta uma coisa que você não concorde ou uma fofoquinha de você que é removido do grupo. Não estou dizendo que não deva participar de grupo, a unica vantagem mesmo do grupo é as amizades que você faz lá dentro. Porem você pode fazer amizades em eventos ou pela internet, até mesmo pessoas que curtem o anime que você faz cosplay. A proposito recomendo um episodio de O Laboratorio de Dexter que aborda muito essa questão, chama-se Boneco Não Incluído nele Dexter quer se juntar a um fã clube do Major Glory, porem para isso, ele precisa de um boneco dele, para entrar, ele cria um boneco, mas o boneco era melhor que os dos grupo de amigos do fã clube e exige que ele crie outros bonecos na mesma proporção que ele, ele cria três bonecos, porem o grupo fica brigando pelos bonecos em saber qual deles é o melhor e não dava pra saber qual deles é o melhor e mesmo assim recusam a sua participação. O episodio mostra que independente que o Dexter fazia o grupo recusava a sua participação em um grupo de amigos que curtem a mesma coisa que gostava. Por isso não fique pensando que necessite obrigatoriamente de um grupo cosplay, para fazer amizades (isso é um assunto que gostaria de tratar um dia no meu blog), aproveite quem te admira e te respeita com seu cosplay, como você é, independente de ter um grupo ou não. Lembre-se assim como você, tem pessoas que também nunca participaram de grupos cosplays.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Um pequeno desabafo sobre cosplay



Olá a todos esses dias aconteceu uma situação não muito agradável comigo e fui sensibilizado por amigos que me apoiavam e me deixaram a seguir em frente e esquecer isso. Infelizmente toxidade tem em tudo quanto é lugar, até mesmo dentro da comunidade cosplay. 
Faz um tempo que não faço um desabafo sobre o cosplay que é uma das atividades que mais aprecio, faço mais para fazer amizades com pessoas que tem gostos em comum comigo, debater sobre o anime e até saber coisas que nem eu sabia. Coisas que estão mudando e deixarei isso para um proximo post, o que quero trazer aqui é uma extensão de um outro post que fiz dos cagadores de regra dentro da comunidade cosplay.

Quando comecei a fazer cosplay, fiz do Alucard do anime Hellsing, pois a roupa era mais barata e o visual lembra muito o Dante do Devil May Cry e estava começando a ver o Hellsing Ultimate que é uma readaptação do mangá, cujo o classico foi muito mal adaptado. Embora muita gente tenha curtido, pessoas que também acompanhavam ou já leram o mangá disse que as minhas pistolas era muito finas e não tinham as escrituras "Jesus Christ is in heaven now" e "Hellsing arm 454 casul". Depois de um tempo uma pessoa me ofereceu para vender as pistolas do Alucard, aproveitei para comprar e ainda sim houveram criticas, falando que as pistolas eram extremamente largas e também reclamaram do chapeu que era de tecido e tinha que fazer de e.v.a. expliquei que não tinha condições e nem onde encontrar e na época minha familia não tinha muita confiança em comprar com uma pessoa da internet. Até me pediram para tentar montar um, mas não tenho o mesmo dom e a mesma pessoa me respondeu vai errando até acertar. A pessoa me disse que isso não era cosplay, mas sim uma releitura do anime e um desrespeito com o criador do mangá e anime.


evolução do cosplay do Alucard


Esse não foi meu único caso que sofri muito, uma certa vez fiquei sabendo que haveria um grupo cosplay de Hellsing em um evento, perguntei se poderia vir com o cosplay do Alucard para tirar foto junto, pois como fazemos o mesmo cosplay, temos gostos em comum e trocar ideias. A pessoa foi totalmente contra e me pediu para não aparecer de Alucard no evento ou faria de tudo para que ninguém fosse tirar foto comigo. Eu receoso disso, fui com um outro cosplay (Abel Nightroad de Trinity Blood que tinha acabado de estrear), mas ficou muito manchado para mim o anime com esse tipo de atitude dos cosplayers.

Os eventos de anime são um espaço onde estão os otakus, gamers e os fãs de quadrinhos em geral, teve uma época que ficavamos com olhos brilhantes quando vimos alguém que curte as mesmas coisas que nós gostavamos, pois era muito raro de achar alguém assim. 
Cosplay funciona como um ima, para estar perto dos fãs já vi gente que mudou completamente de vida graças a ela, pois conseguiu fazer amizades que nunca conseguia fazer, conseguia curar a timidez e a depressão, fazendo sua vida mais feliz.

Atitudes negativos no cosplay só vai fazer com que a pessoa não só deixe de gostar de animes, de cosplay e eventos, mas vai ter problemas psicológicos gravíssimos na vida da pessoa. Já houve situações que a pessoa não vai fazer mais cosplay por amor, mas por birra, querendo provar para os outros, principalmente para quem humilhou a pessoa que é bom e consegue fazer o que ela não acreditava antes. Sendo que não precisa provar nada.

E sabe o que é pior cosplay ainda sofre muito preconceito por parte de fora da comunidade, mesmo com a atual moda geek, tem pessoas que acham pessoas que se vestem como atitude infantil e atitudes como a exemplificado acima, só vai dar mais razão para esse pessoal e imagine o que pode acontecer se uma pessoa que parou de fazer cosplay comece a entrar nesse grupo falando das coisas que sofreu dentro do cosplay?

Vamos pensar um pouco, antes de falar qualquer coisa.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Existe limite na liberdade de expressar nos animes?


Olá a todos, esses dias estava acompanhando Tate no Yuusha, um anime que gerou uma controvérsia na comunidade otaku e entre grupos que pregam o politicamente correto, a treta como todo mundo já sabe foi a falsa acusação de estupro que fez o pessoal acusar o anime de misógino quando há preconceito contra as mulheres. Porem essa não é a unica polemica desse anime, houve discussão sobre pedofilia no final do episodio 5 e pra piorar houve uma discussão sobre a romantização da escravidão (Eita!). 
Além de Tate No Yuusha, Yakusoku no Neverland recentemente entrou na lista de criticas ao levantar a questão de uma das personagens, a qual acusaram de racismo. 

O curioso é que esses dois animes, são obras que fogem muito dos padrões e livre de fanservices ou sexualização de personagens, em Tate no Yuusha a cena em questão que a Firo (ou filo em algumas traduções) fica coberto e aparece muito pouco a cena, se for problematizar isso, teria que problematizar outras obras, até mesmo não-japonesas, acompanhei o mangá e até o momento, não há uma cena que sexualiza os personagens da mesma forma como muitos mangás e animes por ai. Mesmo caso The Promissed Neverland, não há cenas de sexualização em nenhum momento, até pesquisei se tem e não há, até fiquei surpreso por ser um mangá shounen, publicado na Jump, pois a tematica do mangá lembra mais um seinen e mesmo assim não ficaram livres de problematizações.



Lembro que na época que houve uma explosão de animes na era pre-2000, muitos elogiaram e começaram a acompanhar esse tipo de midia, pois além de ter traços muito bonitos, são uma produção exotica que quebra muitos tabus e exploram coisas que nenhum quadrinho ou desenho animado (naquela epoca) seria capaz de explorar e hoje esse tipo de coisa está gerando reclamação, mesmo sendo considerados obras adultas, feito para pessoas mais maduras e está acostumado com esse tipo de historia. 

No Japão por ser uma cultura diferente, os autores possuem influencias diferentes a qual já expliquei aqui e consequentemente exploram muitas questões que nos padrões ocidentais não estamos acostumados. Questões como Drogas, Estupro, Violencia e outras coisas polemicas, são frequentemente exploradas e consequentemente romantizadas.



Agora se os autores não tiverem a liberdade de expressar em seus mangás, o que devem expressar? Se responderem qualquer coisa que fuja de algo polemico, muitos criticariam que faltou ousadia na obra e podia ter sido muito melhor e também não despertariam interesse do publico. Mangá é um mercado muito concorrido, os autores precisam demonstrar o seu melhor, para que sua obra seja publicada, atrair publico e ser adaptado em anime.

Entretanto entendo o lado deles, pois esse tipo abordagem, pode afastar certas pessoas de não só lerem, mas também boicotar e desejar a censura. Eu já recomendei a lerem obras melhores, porem temos duas obras boas que fogem do padrão, mas há coisas que incomoda por uma coisa ali e outra ali, como diz um certo youtuber a melhor opção é não leia mangás e não veja animes e deixe quem não se incomoda a lerem em paz. 

Eu quero ler mangás e ver animes, independente do conteúdo exposto, pois quero me divertir. Alias ficar problematizando é um tiro no pé, pois esses dois animes só me fez me interessar ainda mais por eles, por causa das polemicas.


terça-feira, 30 de outubro de 2018

Mangás X Comics


Olá a todos, a treta de Goblins Slayers ainda continua repercutindo muito, a maioria dos sites, blogs e canais de youtube estão dando seus dois centavos sobre o assunto. Na terra do sol nascente, o anime está fazendo muito sucesso e praticamente passaram o pano, então não precisamos nos preocupar com censura por lá, como já comentei em um post sobre censura. No Brasil apesar de todo reboliço, todo mundo sabe é inconstitucional tentar censurar qualquer forma artística, no máximo a Crunchyroll coloca o aviso que as cenas a seguir poderão chocar, assista com cautela. 



Porem nessa discussão que anda rolando, percebi uma coisa, nesses blogs e canais de youtube da vida ao soltarem suas opiniões, decidiram comparar o anime com outros tipos de midia, seja comics, desenhos, novelas e até mini-seríes, dizendo é possivel sim fazer uma obra adulta sem apelar para sexo e violencia, que é justamente esses dois tipos de coisa que mais vende e faz sucesso. Esse tipo de comparação na minha opinião é uma das coisas mais fails, pois é como se estivesse falando que PES - Pro Evolution Soccer é melhor que Resident Evil, porque não tem zumbi e carinha atirando. 


Pegando por exemplo um quadrinho da Homem de ferro, você nunca verá Tony Stark colocando as mãos no peito das mulheres, como Meliodas faz com a Elizabeth em Nanatsu no Taizai, pois são obras feitas com intenção de agradar públicos diferentes, ambos são quadrinhos, porem são influencias e culturas distintas e por esse motivo não devem ser comparados. Agora pegue o já citado Nanatsu no Taizai e imagine se ele fosse um quadrinho americano, como ele iria ser? Quando Meliodas põe as mãos no seios da Elizabeth, para saber se de fato é uma mulher, essa cena não existiria, só quando tirasse o capacete, já descobriria que é uma mulher e não haveria cenas com alivio comico, seria uma obra muito sería e violenta.



Agora voltando ao assunto de Goblin Slayer, muita gente compara a cena com Berserk, lembrando do estupro da Caska que é essencial para o desenvolvimento de Gutz, explicando o motivo de sua vingança contra Griffth e embora a cena esteja dentro do contexto tem muita gente que critica, quando questionei o que você faria se fosse o autor? A pessoa me respondeu, que se fosse para ajudar na motivação de Gutz apenas mataria a Caska, então respondi que toda essa historia da treta dele com Griffth se resumiria a uma vingança clichê? E se o autor quisesse fazer algo diferente? (Só lembrando que existe muitos casos que os fanservices são feitos a pedidos do editor). Por outro lado temos "A piada mortal" já é um comic norte americano e lá tem a cena do estupro da Barbara Gordon, a intenção é mostrar o quão nível de insanidade Coringa pode chegar, a cena não é mostrado de forma explicita como Berserk e Goblin Slayer, porem só mostra a reação da Barbara, demonstrando o horror, embora também rende criticas. Temos 3 exemplos de quadrinhos que abordam o estupro, um mostrando de forma muito sutil e dois sem restrições e ai você pergunta por que um pode e outro não? Simplesmente como comentei acima, são midias diferentes, com culturas e influencias diferentes. Se A piada mortal fosse um mangá, a parte do estupro da Barbara seria exposta de forma muito mais explicita. 



Temos outro mangá que podemos colocar dentro da discussão Hellsing, um dos meus mangás favoritos, não canso de ler e reler, assim como Berserk há uma cena de estupro que é essencial para explicar como surgiu Alucard, influenciado pela ideia do filme Dracula de Bram Stoker, onde o personagem principal se renega a Deus, porem ambos sob pontos de vistas diferentes. Porem o que difere Hellsing de Berserk e Goblin Slayer é somente o Alucard sofre estupro, durante o mangá inteiro, nenhum outro personagem sofre algo parecido, nenhum personagem é sexualizado, muito pelo contrario, as mulheres em Hellsing são muito bem representados e são muito elogiados por varios criticos de mangás.

Finalizando meu objetivo com esse post é não fiquem comparando mangás com comics, são duas coisas diferentes, feitos para agradar publicos diferentes ao invés de taxar um melhor do que outro, indiquem mangás bons, de excelente qualidade que você sabe que ninguém vai se sentir incomodado ao ler ou ver. Fiz dois posts justamente para indicar animes com esse proposito, você pode ver aqui e aqui.  

sábado, 19 de março de 2016

Critica: Castlevania Lords of Shadows



"Texto originalmente publicado no alvanista, minha opinião não mudou absolutamente nada em relação a esse game, quando fui jogar ele"

Castlevania Lords of Shadows é um game lançado em 2010, desenvolvido pela MercurySteam e publicado pela Konami. O game marca o reboot da franquia Castlevania, após 20 anos de desenvolvimento, o que gerou inumeros protestos de fãs que foram pegos de surpresa e não concordaram em rebootar a franquia, pois estavam aguardando o lançamento de Castlevania The Demon Castle War, prometido pelo produtor Koji Igarashi e por descaracterizar totalmente o game, limando o clima gotíco e transformando em um Senhor dos Aneis, outros concordaram e deram o maior apoio a MercurySteam argumentando que a essência de castlevania já deu o que tinha que dar e que estavam ficando cada vez mais defasadas, agradando um publico nicho e as inovações era necessárias ou castlevania iria ao mesmo caminho de Megaman.

Na minha opinião sou mais da primeira opção, pois afinal só faltava ter um elfo ali no jogo.



Primeiro ponto:

 É Castlevania ou Não? Se você considerar os elementos principais que compões a essencia da seríe como Dracula, Belmonts, Castelo, Sub-Weapons, pode considerar que ainda sim pode ser chamado de Castlevania.



 Gameplay: 

Querendo ou não é sim copia de GoW e SotC, alias eu não sei o que o produtor achou diferente de LoS com GoW? Só pq tem coisas que lembram outros jogos? Mas isso não difere em nada com GoW, quer copiar? copie, mas façam direito! Olhe Darksiders, misturou GoW com Zelda e virou um puta game epico! 
Outro detalhe é a falta de criatividade com o bestiario do game, meu escalar só Titans como uma unica referencia com SotC? Pq não varia ultilizando do mesmo elemento? Pq invez de Titans não colocam os inimigos classicos como Giant armor, Radamathys, Legion? Ficaria mais interessante e até daria um novo contraste.




 Musicas: 

Desculpe quem gostou dessa nova empreitada, mas EU NÃO SUPORTO MUSICA MOMENTANEA, pode me chamar de saudosista, mas sempre admirei musicas por stages, alias foi até comprovado cientificamente que uma das razões para que o jogador vai até o final é justamente pela trilha sonora, tem umas tão marcantes que vc não quer sair da fase ou quer saber como vai ser a da fase seguinte. Eu joguei o LoS com as trilhas do Castlevania The Arcade, Harmony of Despair e Judgement e teve fases e confrontos que a trilha deste deu de 10 a 0 a de LoS, provando que o game merecia também ter trilha por stages!

Enredo:


Finalmente uma coisa bem acertada, pois Castlevania por ser um game feito em uma epoca que tais jogos não se importava com enredo, ficou um jogo muito limitada, pois é sempre Familia Belmont invade o castelo pra deter Dracula era um bem X mal, LoS deu um novo contraste, desta vez o objetivo não era salvar o mundo, mas sim ressucitar a noiva de Gabriel, logo são motivos egoistas e gosto muito disso.

 Ambientação: 

Tenho de concordar, mas a ambientação fantasiosa estragou boa parte do game, quem entende de Castlevania sabe que a essencia dela sempre foi uma coisa gotica e sombria, algo que lembre jogos como Devil May Cry e o classico Nosferatu para Snes, mas nesse game ele se transformou em um Senhor dos Aneis generico, ficou medieval demais pro meu gosto, até mesmo a Konami se diz na epoca estranhar a ambientação e ficou até preocupada com as vendas, mas felizmente o castelo ainda está por lá, a decoração ainda está bem estilo gotico, os personagens como a Claudia, teve um toque que lembra muito o estilo Tim Burton de ser, mas realmente poderia ter sido muito bem aproveitado isso em boa parte do jogo, tanto é que muitos fãs admitem que a melhor parte do jogo está na parte do castelo de Carmilla e que é uma das unicas coisas em que LoS é castlevania.


Laura a unica personagem que se salva nesse game.


 Sobre o Reboot:

 Acho até valido o reboot, mas não era a hora exata pra fazer o reboot da seríe, deviam ter esperado Castlevania classico encerrar a cronologia, esperado sair o jogo da Batalha de 1999 com explicações de todos os furos da seríe, assim como a Capcom fez com Onimusha que encerra no 3 e já o 4° fizeram um reboot. Resultado, os fãs ainda esperam pela batalha de 1999? Será que ainda vão lançar o jogo? Dependendo da Konami....

Considerações finais:

É um game que ou você ama ou você odeia, recomendo que jogue se você deseja conhecer a franquia, mas caso você for começar a jogar essa seríe, não se estranhe com os outros títulos da franquia, pois Castlevania é muito diferente disso. Agora caso conheça a franquia, fica a seu critério de julgar ou não? Porem se gosta de uma franquia do jeitinho que ele foi criado, eu não recomendo, pois vai acabar se estranhando e muito.

Nota: 6/10